Setor de serviços recua 1,2% em março

O setor de serviços recuou em março, após estabilidade no mês anterior, com queda disseminada entre as atividades pesquisadas pelo IBGE. Transportes e turismo estiveram entre os principais fatores de pressão no resultado nacional.

Em março de 2026, o volume do setor de serviços no Brasil apresentou uma surpreendente retração de 1,2%, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este declínio foi observado após um período de estabilidade em fevereiro, impactando todas as cinco atividades investigadas, com destaque para o setor de transportes, que registrou uma queda de 1,7%.

Queda geral no setor de serviços

O setor de serviços no Brasil recuou 1,2% em março de 2026, após estabilidade registrada em fevereiro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. O resultado foi disseminado entre as cinco atividades investigadas, todas com desempenho negativo no período.

A principal influência veio dos transportes, que caíram 1,7% no mês, pressionados pela redução no transporte rodoviário de cargas e pela queda no transporte aéreo de passageiros.

Também contribuíram para o resultado negativo os segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares, além de informação e comunicação.

Com o desempenho de março, o setor acumulou perda de 1,7% nos últimos cinco meses. Nesse intervalo, houve quatro meses de queda e apenas um mês de estabilidade, indicando dificuldade de recuperação em parte das atividades acompanhadas pelo levantamento.

As atividades turísticas também registraram retração em março, com queda de 4,0% frente ao mês anterior. Foi o segundo recuo consecutivo do segmento, que passou a acumular perda de 5,4% no período.

O resultado do turismo foi influenciado por quedas em serviços ligados a hotéis, reservas de hospedagem, transporte aéreo e locação de automóveis.

Entre os locais pesquisados, Pernambuco e São Paulo tiveram o maior impacto negativo, com baixas de 9,2% e 6,3%, respectivamente.

Também houve retração no Rio de Janeiro (2,4%), na Bahia (5,3%) e em Minas Gerais, com 2,8%. Na contramão, Rio Grande do Sul avançou 1,4%, seguido por Rio Grande do Norte, com 1,3%, e Goiás, com 0,4%.

Os dados mostram que a perda de ritmo dos serviços em março foi ampla, com impacto relevante dos transportes e piora no turismo em importantes mercados regionais.

Impacto regional no desempenho do setor

O setor de serviços, que liderou a abertura de empresas no 1° trimestre, apresentou comportamento irregular entre as unidades da federação em março de 2026, com retração em 13 dos 27 locais analisados.

O resultado mostra que a atividade perdeu força em parte relevante do país, embora alguns estados tenham registrado avanços expressivos no período.

São Paulo exerceu a principal influência negativa sobre o desempenho nacional, com queda de 2,1% no volume de serviços. O recuo foi puxado principalmente pela redução nas atividades jurídicas e nos serviços auxiliares ao setor financeiro.

Entre os maiores resultados negativos também aparecem Mato Grosso do Sul, com baixa de 6,0%, Mato Grosso, com queda de 5,2%, e Pernambuco, que recuou 3,9%.

Esses desempenhos indicam pressões específicas sobre as economias locais e ajudam a explicar a oscilação do setor no mês.

Na direção oposta, o Distrito Federal registrou a maior alta, com crescimento de 10,3% no volume de serviços. Rio de Janeiro e Santa Catarina também avançaram, com aumentos de 1,8% e 2,7%, respectivamente.

A diferença entre os resultados regionais evidencia a composição diversa do setor de serviços no Brasil. Enquanto algumas unidades foram afetadas por perdas em atividades específicas, outras conseguiram sustentar crescimento em segmentos com maior dinamismo.

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