Pesquisa revela que a “taxa das blusinhas” desmotivou 38% dos consumidores a comprar produtos importados. A carga tributária elevada tem levado muitos a buscar alternativas nacionais.
A alta taxa de importação e o ICMS desmotivam 38% dos brasileiros a importar produtos, segundo a pesuisa Retratos do Brasil, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) à Nexus. Além disso, o frete caro e os longos prazos de entrega levam muitos a buscar alternativas nacionais, afetando o comércio internacional.
Aumento de impostos freia compras internacionais no Brasil
O aumento dos impostos sobre produtos importados tem alterado significativamente o comportamento dos consumidores brasileiros em compras internacionais.
Dados de uma pesquisa solicitada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o percentual de desistência nessas compras subiu de 13% para 38%, reflexo direto da elevação do Imposto de Importação.
A medida, que busca equilibrar a competitividade entre o mercado nacional e o estrangeiro, acaba desestimulando o consumo de produtos de fora e impulsionando a procura por alternativas disponíveis no país.
O levantamento indica que o impacto é mais forte entre consumidores com maior escolaridade e renda, grupo que tende a ser mais sensível às variações de preço e mais disposto a substituir itens importados por versões similares com entrega nacional.
Além do imposto de importação, o custo do ICMS aparece como um obstáculo relevante. O tributo estadual levou 36% dos consumidores a desistirem de compras internacionais, contra 32% registrados anteriormente, com maior incidência entre as faixas de renda mais altas.
Outro fator decisivo é o frete internacional, apontado por 45% dos entrevistados como motivo para abandono de compras, cinco pontos percentuais a mais que no ano anterior. O prazo de entrega também pesa na decisão: 32% desistiram de pedidos ao constatar a demora no recebimento.
Esses fatores combinados vêm estimulando uma migração para o consumo interno, onde há maior previsibilidade de preço, logística mais ágil e menor risco de custos adicionais.
O movimento indica uma reconfiguração do comportamento de compra, com o consumidor priorizando conveniência e custo-benefício frente à ampliação da carga tributária sobre produtos importados.
