A taxa de desocupação no Brasil se manteve em 6,6% entre fevereiro e abril de 2025, enquanto o número de empregos formais atingiu 39,6 milhões, resultando em uma redução da informalidade para 37,9%.
A taxa de desocupação no Brasil para o trimestre de fevereiro a abril de 2025 foi de 6,6%, mostrando estabilidade em relação ao período anterior. Ao mesmo tempo, o número de empregados com carteira assinada no setor privado atingiu um patamar recorde de 39,6 milhões. Esses dados da PNAD Contínua Mensal, divulgados pelo IBGE, destacam a recuperação do mercado de trabalho no país.
Estabilidade na taxa de desocupação
A taxa de desocupação no Brasil entre fevereiro e abril de 2025 manteve-se estável em 6,6%, comparada ao trimestre anterior, quando foi registrada em 6,5%. Essa estabilidade reflete a capacidade do mercado de absorver empregos temporários criados no final de 2024.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve uma queda de 1,0 ponto percentual, evidenciando uma melhora contínua no cenário de emprego.
Durante este trimestre, aproximadamente 7,3 milhões de pessoas estavam desocupadas, um número que se manteve constante quando comparado ao trimestre móvel anterior.
No entanto, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, onde 8,2 milhões de pessoas estavam desocupadas, houve uma redução significativa de 11,5%, ou 941 mil pessoas a menos na força de trabalho desocupada.
Essa redução no número de desocupados é um indicativo importante de recuperação econômica, sugerindo que mais pessoas estão encontrando oportunidades no mercado de trabalho.
Especialistas apontam que a estabilidade e a queda na taxa de desocupação são sinais positivos, refletindo políticas eficazes de emprego e um mercado de trabalho em expansão.
Recorde de emprego com carteira assinada
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu um recorde histórico de 39,6 milhões entre fevereiro e abril de 2025.
Este aumento representa um crescimento de 0,8% em relação ao trimestre anterior e de 3,8% comparado ao mesmo período do ano passado.
Esses dados ressaltam a recuperação do mercado de trabalho formal, impulsionada pela demanda por mão de obra qualificada e pela melhoria das condições econômicas.
Esse crescimento no emprego formal reflete uma maior confiança das empresas na economia e a preferência por contratações formalizadas, que oferecem maior segurança e benefícios aos trabalhadores.
A estabilidade do emprego com carteira assinada é um fator crucial para a redução da informalidade, que caiu para 37,9% neste trimestre.
Especialistas destacam que a elevação do emprego formal é um sinal de robustez econômica, pois trabalhadores com carteira assinada tendem a ter maior poder de compra e estabilidade financeira.
Este cenário é benéfico não apenas para os indivíduos, mas também para a economia como um todo, pois fomenta o consumo e o crescimento sustentável.
Queda na informalidade do trabalho
A informalidade no trabalho apresentou uma queda significativa no trimestre encerrado em abril de 2025, atingindo 37,9% da população ocupada.
Este índice representa uma diminuição em relação ao trimestre anterior, que registrou 38,3%, e ao mesmo período do ano passado, quando a informalidade era de 38,7%.
Essa redução na informalidade é atribuída à estabilidade no número de trabalhadores sem carteira assinada, que permanece em 13,7 milhões, e ao crescimento do emprego formal.
Além disso, o número de trabalhadores por conta própria se manteve estável em 26,0 milhões na comparação trimestral, mas apresentou um aumento de 2,1% em relação ao ano anterior.
A queda na informalidade é vista como um passo positivo para a economia, pois trabalhadores formais geralmente têm acesso a melhores condições de trabalho, direitos trabalhistas e benefícios sociais.
Este movimento também reflete um mercado de trabalho mais organizado e propenso a contratações formalizadas, que são essenciais para o desenvolvimento econômico sustentável.
