No trimestre de março a maio de 2025, a taxa de desocupação no Brasil caiu para 6,2%, com o emprego formal alcançando 39,8 milhões de pessoas, enquanto a informalidade recuou para 37,8%, indicando um mercado de trabalho mais formalizado.
A taxa de desocupação no Brasil atingiu 6,2% no trimestre de março a maio de 2025, marcando uma queda significativa em comparação ao período anterior, mostram dados divulgados pelo IBGE. Paralelamente, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou um recorde de 39,8 milhões, destacando uma melhora consistente no mercado de trabalho.
Redução na taxa de desocupação
A taxa de desocupação no Brasil apresentou um recuo significativo no trimestre de março a maio de 2025, atingindo 6,2%.
Essa redução representa uma queda de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (dezembro de 2024 a fevereiro de 2025), quando a taxa foi de 6,8%.
Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi ainda mais expressiva, com uma redução de 1 ponto percentual, partindo de 7,1%.
O número de pessoas desocupadas também apresentou uma diminuição considerável. No trimestre analisado, cerca de 6,8 milhões de pessoas estavam desocupadas, uma redução de 8,6% em relação ao trimestre móvel anterior, quando 7,5 milhões estavam sem ocupação.
Essa queda representa 644 mil pessoas a menos sem emprego. Quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, a redução é de 12,3%, o que equivale a 955 mil pessoas a menos na força de trabalho desocupada.
Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa, a expressiva redução na taxa de desocupação está diretamente ligada ao aumento do contingente de ocupados, que cresceu em 1,2 milhão de pessoas.
Essa expansão do mercado de trabalho contribui para a diminuição da desocupação e reflete um cenário de aquecimento econômico, onde mais vagas formais são criadas e a subutilização da força de trabalho é reduzida.
Recorde de emprego com carteira assinada
O mercado de trabalho brasileiro registrou um recorde histórico no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, atingindo a marca de 39,8 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio de 2025.
Este número representa um crescimento de 3,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, destacando-se como um dos principais indicadores de melhoria nas condições trabalhistas do país.
A estabilidade no contingente de trabalhadores formais, com um aumento de 0,8% em comparação ao trimestre anterior, indica um fortalecimento das relações de trabalho e uma maior segurança para os empregados.
Esse crescimento é impulsionado por políticas de incentivo à formalização e pela recuperação econômica, que tem gerado novas oportunidades de emprego.
A expansão do emprego formal também se reflete na redução da informalidade, com um número menor de pessoas trabalhando sem registro.
A formalização traz benefícios tanto para os trabalhadores, que passam a ter acesso a direitos trabalhistas e previdenciários, quanto para o governo, que vê um aumento na arrecadação de impostos e contribuições sociais.
Queda na taxa de informalidade
A taxa de informalidade no Brasil apresentou uma queda significativa, atingindo 37,8% no trimestre de março a maio de 2025.
Este índice representa uma redução em comparação ao trimestre móvel anterior, que registrou 38,1%, e ao mesmo período de 2024, quando a taxa foi de 38,6%. A diminuição na informalidade reflete uma tendência de maior formalização no mercado de trabalho.
O contingente de trabalhadores informais, que inclui aqueles sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria sem registro, diminuiu para 39,3 milhões.
Este movimento é impulsionado pela estabilidade no número de trabalhadores sem carteira assinada, que se manteve em 13,7 milhões, e pelo crescimento no número de trabalhadores por conta própria com CNPJ, que aumentou 3,7% em relação ao trimestre anterior.
Essa mudança é resultado de um ambiente econômico mais favorável e de políticas públicas que incentivam a formalização.
A formalização oferece maior segurança e direitos aos trabalhadores, além de contribuir para a arrecadação tributária e o fortalecimento das instituições de proteção social.
