Taxa de desocupação cai a 5,4% em outubro, menor nível desde 2012

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,4% em outubro, a menor desde 2012, com crescimento nos setores de Construção e Administração pública. A informalidade se manteve em 37,8%, enquanto o número de trabalhadores com carteira assinada atingiu 39,182 milhões.

A taxa de desocupação do trimestre móvel encerrado em outubro de 2025 caiu para 5,4%, repetindo a menor taxa da série histórica, iniciada em 2012, segundo dados do IBGE. Frente ao trimestre anterior, a taxa recuou 0,2 ponto percentual. Comparada ao mesmo período de 2024, houve uma queda de 0,7 ponto percentual.

Queda na desocupação e impactos na economia

A queda na taxa de desocupação para 5,4% no trimestre encerrado em outubro de 2025 representa um marco significativo na economia brasileira.

Este é o menor índice registrado desde o início da série histórica em 2012, indicando uma recuperação consistente do mercado de trabalho.

A redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior e de 0,7 ponto percentual comparado ao mesmo período do ano passado reflete um aumento na geração de empregos e uma diminuição na busca por trabalho.

Essa melhora no cenário de emprego pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo o crescimento em setores como Construção e Administração pública, que juntos geraram mais de 440 mil postos de trabalho no período.

A estabilidade no número de trabalhadores empregados, que se mantém em patamares recordes, também contribui para a redução da desocupação.

Do ponto de vista econômico, a diminuição da desocupação tem efeitos positivos, como o aumento do consumo e da confiança do consumidor. Com mais pessoas empregadas, a massa salarial tende a crescer, impulsionando o mercado interno.

Além disso, a redução da pressão por busca de emprego pode levar a uma menor volatilidade no mercado de trabalho, proporcionando um ambiente mais estável para investimentos e desenvolvimento econômico.

Especialistas apontam que a continuidade dessa tendência de queda na desocupação pode fortalecer ainda mais a economia, promovendo um ciclo virtuoso de crescimento e desenvolvimento.

No entanto, é importante monitorar a sustentabilidade desse crescimento e garantir que ele seja acompanhado por políticas que promovam a inclusão e a equidade no mercado de trabalho.

Evolução do mercado de trabalho em diferentes setores

A evolução do mercado de trabalho em diferentes setores no trimestre encerrado em outubro de 2025 destaca mudanças significativas na composição do emprego no Brasil.

Durante esse período, os setores de Construção e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais foram os principais responsáveis pelo aumento do número de ocupados.

No setor de Construção, houve um crescimento de 2,6%, o que representa mais 192 mil pessoas empregadas, refletindo a retomada de obras e investimentos em infraestrutura.

Já o setor de Administração pública e serviços sociais cresceu 1,3%, adicionando 252 mil novos postos de trabalho, impulsionado por demandas crescentes em saúde e educação.

Em contrapartida, o grupamento de Outros serviços apresentou uma redução de 2,8%, ou menos 156 mil pessoas, indicando uma possível reestruturação ou ajustes nesse segmento.

Essa variação setorial demonstra a dinâmica do mercado de trabalho, que se adapta às necessidades econômicas e sociais do país.

Comparando com o mesmo trimestre de 2024, outros setores também mostraram crescimento, como Transporte, armazenagem e correio com um aumento de 3,9%, e Administração pública, que expandiu 3,8%.

Contudo, o setor de Serviços domésticos sofreu uma queda de 5,7%, refletindo mudanças nas preferências e necessidades das famílias brasileiras.

Essas variações setoriais são indicativas de como a economia está se transformando e ajustando às novas realidades, com setores tradicionais como a construção ganhando força, enquanto outros, mais dependentes de serviços pessoais, enfrentam desafios.

Estabilidade na informalidade e recorde de carteira assinada

A estabilidade na informalidade e o recorde de trabalhadores com carteira assinada refletem importantes aspectos do mercado de trabalho brasileiro no trimestre encerrado em outubro de 2025.

A taxa de informalidade permaneceu em 37,8% da população ocupada, o que equivale a 38,7 milhões de trabalhadores, demonstrando uma estabilidade em relação ao trimestre móvel anterior.

Apesar da estabilidade, a taxa de informalidade atual é inferior aos 38,9% registrados no mesmo trimestre de 2024, sinalizando uma leve melhora na formalização do trabalho.

Esse movimento é acompanhado por um aumento no número de empregados com carteira assinada, que atingiu um recorde de 39,182 milhões de pessoas. [Este crescimento representa um aumento de 2,4% em relação ao ano anterior, evidenciando uma tendência positiva na formalização do emprego.

O aumento do emprego formal oferece diversas vantagens, tanto para os trabalhadores quanto para a economia em geral.

Trabalhadores com carteira assinada têm acesso a direitos trabalhistas, como férias remuneradas e FGTS, o que contribui para a segurança e estabilidade financeira.

Para a economia, a formalização gera maior arrecadação fiscal e fortalece o sistema previdenciário. No entanto, o mercado de trabalho ainda enfrenta desafios, como a alta taxa de trabalhadores por conta própria, que se manteve estável em 25,9 milhões, mas cresceu 3,1% em relação ao ano anterior.

Em resumo, a combinação de estabilidade na informalidade e recorde de carteira assinada aponta para uma recuperação gradual do mercado de trabalho, mas destaca a necessidade de políticas que promovam a formalização e proteção dos trabalhadores em todas as modalidades de emprego.

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