A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,6% em setembro de 2025, com a Agropecuária e Construção gerando 500 mil empregos, enquanto a informalidade se estabilizou em 37,8% e o emprego formal atingiu um recorde de 39,2 milhões.
A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em setembro de 2025, segundo o IBGE. Este é o menor índice desde o início da série histórica em 2012. A redução reflete a recuperação do mercado de trabalho, com destaque para a Agropecuária e Construção, que geraram mais de 500 mil empregos.
Redução da desocupação e impactos no mercado
A redução da taxa de desocupação para 5,6% no trimestre encerrado em setembro de 2025 representa um marco significativo para o mercado de trabalho brasileiro. Este é o menor índice desde o início da série histórica, em 2012.
A queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,8 ponto percentual em comparação ao mesmo período de 2024 destaca a recuperação econômica e a resiliência do mercado de trabalho.
Esse cenário positivo é impulsionado principalmente pelo crescimento nos setores da Agropecuária e Construção, que juntos criaram mais de 500 mil postos de trabalho.
A expansão dessas áreas contribuiu para a estabilidade da população ocupada, mesmo diante da retração em outras atividades como Comércio e Serviços domésticos.
Além disso, a redução da desocupação reflete na melhora dos índices de subutilização da força de trabalho, que atingiu 13,9%, a menor taxa registrada pela PNAD Contínua.
Essa melhora indica um ambiente mais favorável para a criação de empregos formais e informais, sustentando o crescimento da massa de rendimento dos trabalhadores.
Especialistas apontam que a continuidade desse movimento depende da manutenção das políticas de incentivo ao emprego e do fortalecimento dos setores em expansão.
A expectativa é que o mercado de trabalho continue a se recuperar, consolidando a queda do desemprego e promovendo o desenvolvimento econômico do país.
Setores que mais influenciaram a ocupação
No terceiro trimestre de 2025, a ocupação no mercado de trabalho brasileiro foi fortemente influenciada por dois setores principais: a Agropecuária e a Construção.
Esses setores demonstraram um crescimento significativo, contribuindo para a criação de novos postos de trabalho e para a estabilidade geral da ocupação no país.
A Agropecuária, que inclui agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, cresceu 3,4%, adicionando cerca de 260 mil trabalhadores ao mercado.
Este aumento reflete uma recuperação robusta na produção agrícola e nas exportações, impulsionadas por uma demanda externa crescente e condições climáticas favoráveis.
O setor da Construção também apresentou um crescimento de 3,4%, com a adição de 249 mil empregos. Este crescimento pode ser atribuído ao aumento dos investimentos em infraestrutura e projetos habitacionais, que têm sido incentivados por políticas públicas e pela retomada econômica.
Por outro lado, o setor de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas apresentou uma redução de 1,4%, perdendo cerca de 274 mil postos de trabalho. O mesmo ocorreu nos Serviços domésticos, que recuaram 2,9%, com uma redução de 165 mil empregos.
Apesar dessas quedas, a expansão na Agropecuária e Construção foi suficiente para manter a estabilidade da ocupação total.
A análise desses setores mostra a importância de políticas de incentivo e investimento em áreas estratégicas, que podem não apenas gerar empregos, mas também sustentar o crescimento econômico em longo prazo.
Informalidade e emprego formal no Brasil
No trimestre encerrado em setembro de 2025, o mercado de trabalho brasileiro apresentou estabilidade na taxa de informalidade, que permaneceu em 37,8% da população ocupada, o que corresponde a 38,7 milhões de trabalhadores.
Esta taxa é ligeiramente inferior aos 38,8% registrados no mesmo período do ano anterior, refletindo uma leve melhoria na formalização do emprego.
O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado atingiu um novo recorde, chegando a 39,229 milhões, demonstrando estabilidade em relação ao trimestre anterior.
Em comparação anual, houve um crescimento de 2,7%, adicionando 1 milhão de trabalhadores ao contingente formal. Este aumento reflete o fortalecimento do mercado de trabalho formal, impulsionado por políticas de incentivo à contratação e a recuperação econômica.
No setor público, o número de empregados manteve-se estável em 12,8 milhões, mas apresentou um crescimento de 2,4% no ano, com a adição de 299 mil novos empregos. Este aumento pode ser associado à ampliação de serviços públicos e à necessidade de reposição de quadros.
Por outro lado, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado registrou estabilidade no trimestre, mas apresentou uma redução de 4,0% em comparação ao ano anterior, diminuindo em 569 mil o número de trabalhadores informais.
O trabalho por conta própria também se manteve estável, mas cresceu 4,1% no ano, adicionando 1 milhão de trabalhadores a essa categoria.
Esses dados indicam uma leve tendência de formalização do mercado de trabalho, com uma redução no número de trabalhadores informais e um crescimento nos empregos formais. A continuidade desse movimento depende de políticas que incentivem a formalização e a criação de empregos de qualidade.
