Taxa de desocupação cai para 5,8% no trimestre encerrado em abril

A taxa de desocupação no Brasil surpreendeu o mercado ao cair para 5,8% no trimestre encerrado em abril, abaixo da projeção de 6%. Os dados do IBGE mostram que, mesmo com ajustes sazonais no início do ano, a população ocupada seguiu elevada.

O mercado de trabalho brasileiro manteve sinais de força no trimestre encerrado em abril, com a taxa de desemprego recuando para 5,8%, conforme levantamento do IBGE. Apesar do aumento de 471 mil desocupados em relação ao trimestre encerrado em janeiro, o indicador ficou abaixo da expectativa de analistas e confirmou um patamar historicamente baixo.

Desemprego fica em 5,8% no trimestre encerrado em abril

A taxa de 5,8% no trimestre encerrado em abril confirma que o desemprego segue em patamar baixo no Brasil, segundo a PNAD Contínua Mensal do IBGE.

O resultado ficou abaixo dos 6,1% registrados no trimestre encerrado em março e reflete movimentos típicos do início do ano, quando setores como comércio e serviços pessoais reduzem parte das vagas abertas no período de maior demanda.

Mesmo com ajustes em alguns segmentos, a população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas, mantendo o mercado de trabalho em nível elevado na comparação histórica. O nível de ocupação ficou em 58,4%, abaixo dos 58,7% registrados entre novembro de 2025 a janeiro de 2026.

Entre os setores pesquisados, o grupo de outros serviços registrou a principal queda, com redução de 162 mil postos no trimestre. O IBGE apontou estabilidade nos demais grupos de atividade, sem perdas relevantes na comparação com o período anterior.

Renda permanece em recorde e informalidade recua

O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.732, mantendo o maior nível já registrado na série histórica.

O resultado mostra que a renda média dos trabalhadores continuou em patamar elevado, mesmo com a queda pontual na população ocupada.

A taxa de informalidade recuou de 37,5% para 37,2%, indicando uma redução no peso do trabalho sem vínculo formal.

Em números absolutos, o contingente de trabalhadores informais passou de 38,5 milhões para 38,1 milhões no período analisado.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando a informalidade estava em 38%, o mercado de trabalho também apresentou melhora.

A taxa de subutilização da força de trabalho permaneceu em 13,8%, reunindo 15,7 milhões de pessoas nessa condição.

O número de desalentados ficou em 2,6 milhões, mas apresentou queda de 15,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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