Taxação de dividendos pode impactar o PIB do Brasil em R$ 6,8 Bi

O Projeto de Lei 1087/2025, que sugere a taxação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior, pode resultar em uma redução do PIB do Brasil em R$ 6,8 bilhões até 2035, afetando negativamente investimentos, competitividade e gerando a perda de 34,5 mil empregos no país.

O projeto de lei que propõe a taxação de dividendos ao exterior pode ter um impacto significativo na economia brasileira. Segundo estudo solicitado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham) e pela Câmara de Comércio Brasil-Reino Unido (Britcham), essa medida pode resultar em uma perda acumulada de R$ 6,8 bilhões no PIB até 2035, além de afetar investimentos e competitividade.

Impacto econômico da taxação

A proposta de taxação de dividendos remetidos ao exterior, conforme o Projeto de Lei 1087/2025, tem gerado debates acalorados sobre seus efeitos na economia brasileira.

Segundo o estudo realizado pela Amcham e Britcham, a implementação dessa medida pode resultar em perdas significativas para o país no longo prazo.

O impacto projetado no Produto Interno Bruto (PIB) é de uma redução de R$ 6,8 bilhões até 2035, o que representa uma perda acumulada de 0,06% do PIB de 2024.

Essa queda está associada à diminuição nos investimentos, que podem ser reduzidos em R$ 4,3 bilhões, e nas exportações, com uma retração de R$ 2,8 bilhões.

Além disso, o consumo das famílias seria afetado, com uma redução de R$ 2 bilhões, refletindo em uma menor renda disponível e, consequentemente, em uma diminuição do consumo.

O mercado de trabalho sentiria o impacto com a perda de aproximadamente 34,5 mil empregos, agravando ainda mais a situação econômica.

Especialistas alertam que a nova tributação pode desestimular o capital estrangeiro de investir no Brasil, devido ao aumento do custo de capital, e reduzir a competitividade do país no cenário internacional.

Isso afetaria diretamente setores estratégicos como a indústria de transformação, construção civil e indústria extrativa, além de impactar negativamente o crescimento econômico, o emprego e o comércio exterior.

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