Em outubro de 2025, o Brasil registrou um crescimento de 0,5% nas vendas do varejo, com setores como artigos farmacêuticos e eletrodomésticos se destacando. O varejo ampliado teve um aumento de 1,1%, impulsionado principalmente por veículos e materiais de construção.
Em outubro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista no Brasil registrou um crescimento de 0,5% em relação a setembro, marcando a primeira alta estatisticamente significativa desde março. Este avanço foi impulsionado por um aumento nas vendas em sete dos oito setores analisados pela Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, destacando-se artigos farmacêuticos e eletrodomésticos.
Crescimento por setor no varejo
Desempenho do varejo ampliado
O varejo ampliado registrou crescimento de 1,1% em outubro de 2025 frente a setembro, segundo dados com ajuste sazonal, indicando um avanço consistente em segmentos de maior peso econômico.
O resultado foi impulsionado sobretudo pelo aumento de 3,0% nas vendas de veículos, motos, partes e peças, favorecidas por promoções e condições de financiamento mais acessíveis, que estimularam a reposição e compra de novos modelos.
O setor de material de construção também contribuiu para o desempenho positivo, com alta de 0,6%, sustentada pelo ritmo contínuo de reformas e obras residenciais.
Esse avanço do varejo ampliado reflete maior confiança do consumidor e reforça a percepção de recuperação econômica, influenciada pela demanda aquecida por veículos e pelo movimento do atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.
Impacto nas unidades da federação
As vendas do varejo em outubro de 2025 avançaram em grande parte do país, com 19 das 27 unidades da Federação registrando aumento no volume comercializado na comparação com setembro.
Espírito Santo apresentou o maior crescimento, com alta de 2,7%, seguido de Rondônia, que avançou 2,6% em meio ao fortalecimento do comércio regional, e do Distrito Federal, cujo volume de vendas aumentou 2,5%, impulsionado por uma melhora na demanda por bens e serviços.
Apesar do desempenho positivo predominante, parte do país enfrentou retração. Mato Grosso registrou queda de 1,8% devido a dificuldades relacionadas ao setor agrícola, enquanto o Rio Grande do Sul recuou 1,2%, influenciado por menor movimentação de itens sazonais.
Maranhão também apresentou redução no volume vendido, com baixa de 1,0%, reflexo de desafios econômicos locais.
O comportamento distinto entre as regiões evidencia a heterogeneidade da economia brasileira, mas o avanço observado na maior parte dos estados reforça uma tendência de recuperação gradual do varejo nacional.
