Millennials estão adotando a inteligência artificial no trabalho em maior número do que a Geração Z, com 73% da geração Y utilizando essas ferramentas. No entanto, a falta de treinamento e desafios como resistência cultural e falta de conhecimento técnico limitam seu uso efetivo, exigindo investimentos em capacitação e integração estratégica.
No mercado de trabalho, a Geração Y se mostra mais propensa a utilizar inteligência artificial do que a Geração Z. Dados do relatório World of Work revelam que 73% dos Millennials já fazem uso da tecnologia, enquanto o índice cai para 59% entre os mais jovens. A diferença reforça o papel da experiência profissional na incorporação de novas ferramentas digitais.
Digitalização do trabalho expõe desafios no uso de softwares
A digitalização acelerada do ambiente corporativo tem ampliado a presença de softwares e sistemas inteligentes no dia a dia das empresas, mas a adoção dessas ferramentas ainda esbarra em obstáculos práticos.
De acordo com o relatório World of Work, 82% dos profissionais afirmam recorrer a plataformas de gestão de trabalho e projetos como forma de aumentar a eficiência organizacional.
Na prática, porém, a taxa real de utilização desses recursos nas grandes companhias não passa de 71%, revelando uma diferença significativa entre o investimento em tecnologia e sua aplicação efetiva.
Essa lacuna muitas vezes está ligada à falta de treinamento e suporte aos colaboradores, que acabam sobrecarregados com ferramentas que não dominam completamente.
O resultado é um cenário de frustração e baixa produtividade, no qual o potencial da tecnologia não é plenamente explorado. Esse mesmo desafio se reflete no avanço da inteligência artificial dentro das empresas.
Embora a IA seja apontada como uma das principais forças transformadoras da gestão e da produtividade, sua implementação encontra resistências culturais.
Elas são marcadas pelo receio de substituição de empregos, além de barreiras técnicas ligadas à falta de conhecimento dos funcionários e às dificuldades de integração com sistemas já existentes.
Para especialistas, não basta apenas incorporar softwares de última geração ou adotar soluções de IA: é preciso investir em capacitação contínua, acompanhamento próximo e estratégias de integração que considerem as necessidades reais de cada equipe.
Somente assim a tecnologia pode deixar de ser um recurso subutilizado e se transformar em um motor de inovação, eficiência e competitividade para as organizações.
