O Brasil reúne 14,4 milhões de pessoas com deficiência, parcela da população que ainda encontra diferenças relevantes de remuneração e inserção profissional.
Pessoas com deficiência receberam cerca de 30% menos do que trabalhadores sem deficiência, diferença que expõe uma desigualdade relevante na remuneração profissional brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a 2022 mostram que essa disparidade salarial aparece ao lado de uma participação significativamente menor desse grupo no mercado de trabalho.
Renda média ficou em R$ 2.053
O rendimento médio mensal das pessoas com deficiência alcançou R$ 2.053 em 2022, valor equivalente a aproximadamente 71% daquele recebido pelos trabalhadores sem deficiência.
No mesmo período, pessoas sem deficiência tiveram remuneração média de R$ 2.890, diferença de R$ 837 em relação ao outro grupo analisado pelo instituto.
Os números integram o informativo Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil, elaborado pelo IBGE para retratar diferentes dimensões das condições dessa população.
A diferença salarial ganha relevância para a trajetória profissional porque mostra que a desigualdade permanece mesmo entre as pessoas com deficiência que conseguiram ingressar no mercado de trabalho.
Acesso ao emprego também apresenta diferença
Além da remuneração menor, a presença das pessoas com deficiência entre os trabalhadores ocupados permanece bastante distante daquela registrada entre brasileiros sem deficiência.
O nível de ocupação desse grupo ficou em 29%, enquanto o indicador alcançou 55,8% entre as pessoas que não possuíam deficiência no período analisado.
A comparação mostra que a desigualdade profissional aparece em duas etapas distintas, pois alcança tanto o acesso ao trabalho quanto a remuneração obtida após a contratação.
Esse cenário possui alcance significativo no país, que reúne 14,4 milhões de pessoas com deficiência, população equivalente a 7,3% dos brasileiros.
