Programa Aprendiz BB abre caminho para primeira experiência profissional

Iniciativa combina capacitação teórica, jornada prática no Banco do Brasil e benefícios trabalhistas para jovens que atendem aos critérios de idade, renda familiar e escolaridade.

O Programa Aprendiz BB oferece formação profissional a adolescentes de baixa renda por meio de uma estrutura que combina experiência prática no Banco do Brasil com qualificação social e profissional fora da instituição. Para concorrer, o jovem precisa atender a critérios de idade, renda e escolaridade, mas a inscrição e a seleção ocorrem por meio de entidades parceiras, e não diretamente nas agências do banco.

Inscrição começa fora do Banco do Brasil

A porta de entrada para o Programa Aprendiz BB está nas entidades sem fins lucrativos que mantêm convênio com a instituição financeira e possuem habilitação reconhecida pelo Ministério do Trabalho.

Essas organizações recebem as inscrições, conduzem os processos seletivos e formalizam o vínculo com os adolescentes, sem participação direta do Banco do Brasil na escolha dos candidatos.

Podem disputar as vagas jovens com 14 anos completos e menos de 18 anos, pertencentes a famílias com renda de até meio salário mínimo nacional por pessoa.

Também é necessário estar matriculado, no mínimo, na etapa equivalente à 7ª série ou ao 8º ano do ensino fundamental, conforme a organização adotada pela escola.

Como as oportunidades dependem das instituições parceiras disponíveis em cada localidade, os interessados precisam procurar organizações que atuem no próprio município, bairro ou comunidade.

Associações comunitárias, entidades filantrópicas e organizações voltadas ao atendimento de adolescentes também podem ajudar a identificar quais instituições participam do programa em cada região.

Contrato combina trabalho e formação

O vínculo profissional pode durar até 24 meses e é firmado com a entidade assistencial responsável pelo aprendiz, embora parte relevante da experiência aconteça dentro do Banco do Brasil.

Durante esse período, o jovem recebe remuneração equivalente a um salário mínimo nacional, além de R$ 200 de auxílio-alimentação, vale-transporte e plano de saúde.

A jornada diária é de quatro horas e precisa ser compatível com os estudos, característica que busca preservar a permanência do adolescente na escola enquanto ele adquire experiência profissional.

O contrato também assegura um intervalo de 15 minutos dentro da jornada, além da combinação entre atividades práticas e conteúdos teóricos ao longo de todo o período.

Em quatro dias úteis da semana, o aprendiz realiza atividades práticas em unidades do Banco do Brasil, com contato direto com rotinas profissionais e ambientes de trabalho.

O quinto dia útil fica reservado à formação teórica oferecida pela entidade responsável, que acompanha o desenvolvimento pessoal, social e profissional previsto pelo programa.

Para integrar a rede do Aprendiz BB, uma organização interessada precisa apresentar proposta de convênio em uma agência e comprovar que possui habilitação para oferecer a formação exigida.

A entidade também deve constar no sistema nacional de aprendizagem mantido pelo Ministério do Trabalho, requisito necessário antes da formalização da parceria com o banco.

Parceria amplia acesso para jovens acolhidos

O Banco do Brasil também mantém uma frente específica com o Conselho Nacional de Justiça para aproximar adolescentes em acolhimento institucional das oportunidades oferecidas pelo programa.

A iniciativa faz parte do Programa Novos Caminhos e procura ampliar perspectivas de qualificação profissional, inclusão produtiva e autonomia financeira para jovens que enfrentam condições sociais mais vulneráveis.

Nesse modelo, órgãos do Judiciário e serviços de acolhimento participam da identificação dos adolescentes aptos e oferecem orientação para que eles procurem as entidades responsáveis pelas inscrições.

Mesmo com esse apoio institucional, o ingresso continua sujeito ao cadastro em uma organização sem fins lucrativos parceira, porque essas entidades permanecem responsáveis pelos processos seletivos e pelos contratos.

A rede de instituições conveniadas está presente em diferentes estados e pode reunir organizações com atuação local, regional ou nacional, conforme os acordos mantidos em cada período.

Como novos convênios podem surgir e parcerias existentes podem terminar, a lista de entidades disponíveis pode mudar, o que torna necessária a consulta às organizações que atuam na região do candidato.

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