O 2º prognóstico do IBGE indica que a safra 2026 deve encolher 3% em relação ao ano anterior, totalizando 335,7 milhões de toneladas. O recuo reflete principalmente a queda esperada no milho e no sorgo, apesar do leve avanço previsto para a soja.
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE projeta uma queda de 3% na safra de 2026 em relação a 2025, totalizando 335,7 milhões de toneladas. Essa redução se deve principalmente às condições climáticas desfavoráveis que não devem se repetir no próximo ano, impactando culturas como milho e sorgo.
Projeções para a safra 2026
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo IBGE revela que a safra de 2026 deve alcançar 335,7 milhões de toneladas, uma redução de 3% ou 10,2 milhões de toneladas em comparação com a safra de 2025.
Essa queda é atribuída a uma base de comparação elevada em 2025, ano em que condições climáticas excepcionais favoreceram o crescimento da produção.
Entre as culturas, o milho é a que mais contribui para a redução, com uma estimativa de queda de 6,8% ou 9,6 milhões de toneladas.
O sorgo também apresenta um declínio significativo de 14,6%, seguido pelo arroz com uma redução de 8%. O algodão herbáceo e o trigo também devem enfrentar quedas de 11,6% e 4%, respectivamente.
Por outro lado, a soja é a única cultura com previsão de aumento na produção, estimado em 1% ou 1,6 milhão de toneladas.
Apesar das projeções de queda, a área total destinada ao cultivo de cereais, leguminosas e oleaginosas deve crescer 0,9%, totalizando 82,3 milhões de hectares.
Impactos climáticos na produção
Os impactos climáticos são um fator crucial na projeção de queda para a safra de 2026. Em 2025, as condições climáticas foram extremamente favoráveis, com chuvas bem distribuídas e temperaturas ideais, o que impulsionou a produção agrícola a níveis recordes.
No entanto, para 2026, as previsões indicam um retorno a padrões climáticos menos favoráveis, afetando diretamente a produtividade das culturas.
Especialistas apontam que a irregularidade das chuvas e o aumento das temperaturas podem prejudicar o desenvolvimento de culturas como o milho e o sorgo, que são mais sensíveis a variações climáticas.
A falta de umidade adequada no solo pode resultar em menor rendimento por hectare, impactando negativamente o volume total produzido.
Além disso, a incidência de fenômenos climáticos extremos, como secas e tempestades, pode aumentar, trazendo incertezas para os produtores e dificultando o planejamento agrícola.
A adaptação às mudanças climáticas se torna, assim, um desafio crescente para o setor, que precisa investir em tecnologias e práticas agrícolas mais resilientes.
Variações na área de cultivo
A safra de 2026 apresenta variações na área de cultivo de cereais, leguminosas e oleaginosas, com um crescimento total de 0,9% em comparação a 2025, alcançando 82,3 milhões de hectares.
Este aumento é impulsionado principalmente pela expansão na área destinada ao milho 1ª safra, que deve crescer 1,5%, e pela soja, que mantém uma área estável com leve aumento de 5,8 mil hectares.
Por outro lado, algumas culturas enfrentam redução na área de cultivo. O algodão herbáceo deve ter uma diminuição de 6,5%, com uma redução de 139,6 mil hectares.
O arroz e o feijão 1ª safra também apresentam declínios de 3,6% e 3,8%, respectivamente, o que reflete as expectativas de menor produção para essas culturas em 2026.
As variações na área de cultivo são influenciadas por fatores econômicos e climáticos, além das expectativas de mercado para cada cultura.
Produtores buscam otimizar o uso da terra, priorizando culturas com maior potencial de retorno financeiro e adaptabilidade às condições climáticas previstas.
Destaques regionais na produção
Na safra de 2026, os destaques regionais na produção refletem as variações nas condições climáticas e nas decisões de cultivo dos produtores.
O Mato Grosso continua a liderar como o maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 32% no total da produção. Essa liderança é sustentada pela expansão da área de cultivo e pela eficiência produtiva da região.
Outras regiões também apresentam desempenhos notáveis. O Paraná e o Goiás mantêm suas posições como importantes produtores, com participações de 13,5% e 11,2%, respectivamente. O Rio Grande do Sul, conhecido por sua diversidade agrícola, contribui com 9,4% da produção nacional.
Enquanto algumas regiões registram crescimento, outras enfrentam desafios. Estados como Bahia e Piauí apresentam declínios na produção devido a condições climáticas adversas e ajustes na área de cultivo.
Essas variações regionais destacam a importância de estratégias adaptativas para enfrentar as incertezas climáticas e maximizar o potencial produtivo de cada região.
