54% dos produtores de café no Brasil são pequenos negócios, aponta Sebrae

Pequenos negócios são maioria entre os produtores de café no Brasil. O grupo tem ampliado a busca por qualidade, certificações e valorização do produto no mercado.

Mais da metade dos produtores de café no Brasil é formada por pequenos negócios, segundo levantamento do Sebrae, com base na Pesquisa Nacional de Segmentação dos Produtores de Café. O estudo também mostra que a cafeicultura brasileira reúne diferentes perfis de produtores e avança em práticas voltadas à qualidade, como cafés especiais e certificações.

Perfil dos produtores de café no Brasil

Os pequenos negócios têm papel central na produção de café no Brasil e representam mais da metade dos produtores do setor, segundo levantamento do Sebrae.

A pesquisa mostra que esse grupo responde por 54% dos cafeicultores brasileiros, enquanto os produtores de médio porte somam 38% e os grandes representam 8% do total.

A maior presença dos pequenos negócios ocorre em propriedades com menos de 20 hectares, característica que ajuda a explicar a força desse perfil dentro da cafeicultura nacional.

Esse recorte também mostra que a atividade não se concentra apenas nos polos tradicionais do Sudeste, já que Rondônia, Acre e Goiás reúnem parte importante desses produtores.

Além do porte das propriedades, o estudo traça o perfil de quem atua na produção de café no país, com idade média de 49 anos e 21 anos de experiência na atividade.

A pesquisa aponta ainda que os homens são maioria entre os cafeicultores, com 79% de participação, enquanto as mulheres representam 21% do total pesquisado pelo Sebrae.

Os dados indicam que a cafeicultura brasileira reúne produtores de diferentes portes, mas tem nos pequenos negócios uma base importante para a manutenção da atividade no campo.

Certificações ganham peso entre cafés especiais

A busca por diferenciação no mercado tem levado produtores brasileiros a investir em cafés especiais e em mecanismos que comprovem qualidade, origem e responsabilidade socioambiental.

Segundo levantamento do Sebrae, 61% dos produtores entrevistados afirmaram produzir café especial, dado que aponta para uma valorização crescente de produtos com maior padrão de qualidade.

As certificações socioambientais também aparecem como estratégia de competitividade, já que 27% dos produtores consultados informaram possuir algum tipo de selo ligado às suas práticas produtivas.

Outro grupo, equivalente a 29% dos entrevistados, declarou intenção de obter certificações, movimento que pode ampliar a presença de cafés brasileiros em mercados mais exigentes.

Esses reconhecimentos ajudam a comprovar práticas sustentáveis, fortalecem a rastreabilidade da produção e agregam confiança ao produto comercializado dentro e fora do país.

No campo da origem, as Indicações Geográficas também contribuem para valorizar a produção nacional, ao associar determinadas regiões a características específicas de qualidade e tradição.

Atualmente, o Brasil conta com 23 Indicações Geográficas de café apoiadas pelo Sebrae, instrumento que reforça o reconhecimento do produto brasileiro no mercado internacional.

O avanço dessas iniciativas depende de apoio à gestão e orientação técnica, especialmente para que pequenos produtores consigam atender às exigências necessárias e transformar qualidade em valor comercial.

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