No 1º trimestre de 2025, o Brasil registrou um aumento no abate de bovinos (3,8%), suínos (1,4%) e frangos (2,3%) em comparação ao ano anterior, impulsionando a produção de carne, leite e couro, o que indica uma recuperação econômica no setor pecuário, conforme dados do IBGE.
No 1º trimestre de 2025, o abate de bovinos cresceu 3,8% em comparação ao ano anterior, enquanto suínos e frangos também registraram aumentos. Esses dados, divulgados pelo IBGE, refletem uma tendência de crescimento na produção pecuária do Brasil, impactando diretamente o mercado de carnes e produtos derivados.
Aumento no Abate de Bovinos, Suínos e Frangos
O primeiro trimestre de 2025 trouxe um cenário positivo para a pecuária brasileira, com um aumento significativo no abate de bovinos, suínos e frangos.
Comparado ao mesmo período de 2024, o abate de bovinos cresceu 3,8%, totalizando 9,71 milhões de cabeças. Esse crescimento reflete a recuperação do setor após desafios enfrentados nos anos anteriores.
Os suínos também apresentaram um desempenho positivo, com um aumento de 1,4% no número de abates, totalizando 14,25 milhões de cabeças.
Já os frangos registraram um crescimento de 2,3%, com 1,63 bilhão de cabeças abatidas. Esses números indicam uma retomada na produção e uma resposta às demandas crescentes do mercado interno e externo.
Esses resultados foram obtidos a partir das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, conduzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que destacam a importância do setor pecuário na economia brasileira.
O aumento no abate desses animais não apenas impulsiona a produção de carne, mas também afeta positivamente outros segmentos, como a produção de leite e couro.
Impacto na Produção de Carne e Outros Produtos
O aumento no abate de bovinos, suínos e frangos no primeiro trimestre de 2025 teve um impacto direto na produção de carne e outros produtos derivados.
A produção de carcaças bovinas atingiu 2,45 milhões de toneladas, representando um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Embora tenha havido uma queda de 2,0% em comparação ao último trimestre de 2024, o setor mostra sinais de recuperação.
Para os suínos, o peso acumulado das carcaças foi de 1,31 milhão de toneladas, um aumento de 1,9% em relação ao primeiro trimestre de 2024.
Esse incremento reflete uma adaptação positiva às demandas do mercado, com uma leve alta de 0,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O setor avícola também apresentou crescimento, com o peso acumulado das carcaças de frangos alcançando 3,45 milhões de toneladas, um aumento de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,6% em comparação ao quarto trimestre de 2024.
Além da carne, a produção de outros produtos foi impactada. A aquisição de leite cru registrou 6,48 bilhões de litros, um acréscimo de 3,1% em comparação ao primeiro trimestre de 2024.
No entanto, houve uma redução de 4,5% em relação ao trimestre anterior, indicando uma variação sazonal comum no setor.
Os curtumes relataram a recepção de 10,08 milhões de peças inteiras de couro cru bovino, um aumento de 8,4% em comparação ao primeiro trimestre de 2024.
Isso demonstra uma expansão na oferta de matéria-prima para a indústria de couro, que é fundamental para vários setores industriais.
