Abates de bovinos e suínos avançam no país, e frangos crescem no ano apesar da redução observada frente ao primeiro trimestre.
A produção animal brasileira manteve ritmo positivo no segundo trimestre de 2026, com avanço nos abates de bovinos e suínos e crescimento anual também entre os frangos. Os dados do IBGE mostram uma expansão relevante das principais cadeias de proteína, embora o desempenho trimestral tenha sido diferente entre os segmentos.
Abate de bovinos e suínos avança no país
Os dados do IBGE mostram que a produção animal ganhou força no 2º trimestre de 2026, com altas importantes nas principais cadeias de proteína.
Entre os bovinos, os frigoríficos receberam 10,72 milhões de cabeças, volume 1,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 4,2% acima do trimestre anterior.
O resultado físico das carcaças também cresceu, com 2,76 milhões de toneladas produzidas, alta anual de 3,0% e avanço trimestral de 4,7%.
Na suinocultura, o total abatido chegou a 15,58 milhões de animais, quantidade 3,2% maior na comparação anual e 2,0% superior ao trimestre imediatamente anterior.
O peso das carcaças suínas alcançou 1,49 milhão de toneladas, resultado 4,8% acima do observado um ano antes e 4,5% maior na comparação trimestral.
Esses números mostram que bovinos e suínos apresentaram expansão tanto na quantidade de animais processados quanto no volume final de carcaças produzido pelos estabelecimentos fiscalizados.
Frangos crescem no ano, mas recuam no trimestre
A cadeia de frangos apresentou comportamento diferente, porque o crescimento anual veio acompanhado de uma redução na quantidade de aves abatidas frente aos três primeiros meses de 2026.
No período, foram processadas aproximadamente 1,69 bilhão de cabeças, número 2,8% superior ao registrado no 2º trimestre de 2025, mas 1,2% inferior ao trimestre anterior.
Mesmo com menos aves processadas na comparação trimestral, o peso total das carcaças chegou a 3,74 milhões de toneladas, praticamente estável diante do período anterior.
Na comparação anual, entretanto, esse volume avançou 5,1%, diferença superior ao crescimento observado na quantidade de frangos que passaram pelo abate sob inspeção sanitária.
O conjunto dos resultados mostra ritmos distintos entre as proteínas animais, com bovinos e suínos em expansão nas duas comparações e frangos sustentados pelo avanço anual.
