A capacidade de armazenagem agrícola no Brasil aumentou 2,1% no segundo semestre de 2024, totalizando 227,1 milhões de toneladas, com Mato Grosso liderando em capacidade e o Rio Grande do Sul destacando-se pelo número de estabelecimentos.
A armazenagem agrícola no Brasil alcançou 227,1 milhões de toneladas no 2º semestre de 2024, marcando um crescimento de 2,1% em relação ao semestre anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento reflete a expansão do número de estabelecimentos e a capacidade instalada, especialmente em regiões como o Centro-Oeste e o Sul.
Crescimento da capacidade de armazenagem
A capacidade de armazenagem agrícola no Brasil apresentou um aumento significativo no segundo semestre de 2024, atingindo 227,1 milhões de toneladas.
Este crescimento de 2,1% em comparação ao semestre anterior reflete a expansão da infraestrutura de armazenamento em várias regiões do país.
Os dados indicam que o número de estabelecimentos de armazenamento também cresceu, totalizando 9.511 unidades, um aumento de 0,9% em relação ao primeiro semestre de 2024.
Esse incremento é crucial para atender à demanda crescente do setor agrícola, especialmente em estados como Mato Grosso, que lidera em capacidade com 61,4 milhões de toneladas.
O crescimento da capacidade de armazenamento é impulsionado pela expansão dos silos, que representam 53,1% da capacidade total do país.
Os silos atingiram 120,5 milhões de toneladas, com um aumento de 2,6% em relação ao semestre anterior, destacando-se como a principal forma de armazenamento no Brasil.
Além disso, os armazéns graneleiros e granelizados contribuíram para esse crescimento, com uma capacidade de 82,6 milhões de toneladas, representando 36,4% do total nacional.
Esse tipo de armazenagem é predominante no Centro-Oeste, região estratégica para o agronegócio devido à elevada produção de grãos.
O aumento na capacidade de armazenagem é fundamental para melhorar a logística e a eficiência do escoamento da produção agrícola, garantindo que o Brasil continue a ser um dos principais players no mercado global de commodities agrícolas.
Distribuição regional e tipos de armazéns
A distribuição dos tipos de armazéns no Brasil é diversificada, refletindo as características e necessidades específicas de cada região.
O Rio Grande do Sul lidera em número de estabelecimentos, com 2.448 unidades, enquanto Mato Grosso se destaca por sua capacidade de armazenagem, totalizando 61,4 milhões de toneladas.
Os silos são predominantes no Sul, representando 65,1% da capacidade da região. Essa predominância é atribuída à intensa produção de grãos, como soja e milho, que são armazenados principalmente em silos devido à sua eficiência em manter a qualidade dos produtos.
No Centro-Oeste, os armazéns graneleiros e granelizados são mais comuns, com 50,5% da capacidade da região. Essa escolha é estratégica, dado o volume significativo de grãos produzidos por grandes propriedades e conglomerados do agronegócio.
Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis são mais frequentes nas regiões Sul e Sudeste, que juntas correspondem a 66,5% da capacidade total desse tipo de armazém.
Essas regiões são grandes produtoras de arroz e café, produtos frequentemente armazenados em sacarias, justificando a preferência por esse tipo de instalação.
A variação na escolha dos tipos de armazéns entre as regiões reflete não apenas a diversidade da produção agrícola no Brasil, mas também a adaptação às condições climáticas e às exigências logísticas de cada localidade.
