SENAI-MS conquista patente internacional com biocombustível sustentável

O Instituto SENAI de Inovação em Biomassa patenteou um biocombustível sustentável feito de macrófitas aquáticas, transformando plantas invasoras em energia limpa e promovendo a bioeconomia no Brasil, o que destaca o potencial do país em liderar soluções sustentáveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

O Instituto SENAI de Inovação em Biomassa, em Três Lagoas, conquistou uma patente internacional para seu biocombustível sustentável feito a partir de macrófitas aquáticas. Este avanço destaca a capacidade do instituto em criar soluções inovadoras e sustentáveis, contribuindo para a bioeconomia e a transição energética.

Inovação no Instituto SENAI de Inovação em Biomassa

O Instituto SENAI de Inovação em Biomassa, localizado em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, está na vanguarda da pesquisa em energias renováveis.

Com a recente conquista de uma patente internacional, o instituto reafirma sua posição como um centro de excelência em inovação tecnológica no Brasil.

A patente refere-se ao desenvolvimento de um biocombustível sustentável a partir de macrófitas aquáticas, plantas que anteriormente representavam um problema ambiental significativo nos reservatórios da região.

Por meio de processos inovadores, essas plantas foram transformadas em uma fonte de energia limpa e renovável.

Este avanço não apenas demonstra a capacidade do SENAI de criar soluções práticas e eficazes para desafios ambientais, mas também destaca o potencial do Brasil em liderar iniciativas de bioeconomia e transição energética.

A tecnologia desenvolvida pelo instituto tem aplicações práticas que podem impactar positivamente a sustentabilidade industrial, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e promovendo a economia circular.

Macrófitas aquáticas: da planta ao combustível

O projeto Macrofuel é uma iniciativa pioneira que transforma macrófitas aquáticas, plantas invasoras que crescem em ambientes aquáticos, em biocombustível.

Essas plantas, que antes eram vistas como um problema devido à sua capacidade de obstruir sistemas de usinas hidrelétricas, agora são uma fonte valiosa de energia limpa.

O processo começa com o manejo das macrófitas, que são coletadas dos reservatórios. Em seguida, elas passam por um método de pirólise, onde são submetidas a altas temperaturas na ausência de oxigênio, resultando na produção de bio-óleo.

Este bio-óleo é então refinado para se tornar um biocombustível semelhante ao diesel, conhecido como diesel verde.

Essa tecnologia inovadora não só oferece uma solução para o problema das plantas invasoras, mas também representa um avanço significativo na produção de combustíveis renováveis.

O uso de biocombustível derivado de macrófitas aquáticas contribui para a redução das emissões de carbono e diminui a dependência de fontes de energia não renováveis, alinhando-se com as metas globais de sustentabilidade.

Fonte: Portal da Indústria

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