Os Estados Unidos estudam importar carne bovina da Argentina como alternativa para conter o aumento dos preços ao consumidor.
A decisão surge em meio aos efeitos da seca que atinge o Texas, à queda na oferta de carne do México, afetado por uma praga que dizimou parte do rebanho, e à sobretaxa de 40% imposta por Washington às exportações brasileiras do setor.
A medida busca aliviar as pressões inflacionárias no país, já que o aumento dos custos da carne tem afetado diretamente o consumo e as cadeias de suprimento.
O governo estadunidense avalia que a entrada de mais carne argentina poderia ajudar a equilibrar o mercado e garantir estabilidade de preços até que a produção doméstica se recupere.
Além dessa iniciativa, os Estados Unidos já haviam anunciado uma linha de financiamento de US$ 20 bilhões para a Argentina, viabilizada por meio de um acordo de swap cambial.
O aporte reforça o apoio de Washington ao governo argentino em um momento de desafios econômicos e estreita os laços bilaterais entre os dois países.
A importação de carne e o crédito emergencial fazem parte de um pacote mais amplo de cooperação que visa fortalecer a relação comercial e financeira entre as nações.