Entregas de fertilizantes crescem 11,7% no Brasil em julho

Em julho, as entregas de fertilizantes no Brasil aumentaram 11,7%, totalizando 5,15 milhões de toneladas, com importações subindo 19,7% para 4,5 milhões de toneladas, enquanto a produção nacional caiu 4,1%, alcançando 646 mil toneladas.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro apresentaram um crescimento significativo de 11,7% em julho, totalizando 5,15 milhões de toneladas, de acordo com a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). Este aumento reflete a crescente demanda do setor agrícola e a importância estratégica do Brasil no cenário global de fertilizantes.

Crescimento nas Importações e Produção Doméstica

O setor de fertilizantes registrou um movimento expressivo em julho, impulsionado principalmente pelo aumento das importações.

O Brasil importou 19,7% mais fertilizantes em comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando 22,98 milhões de toneladas no acumulado de 2025, um avanço de 12,1% em relação ao mesmo período de 2024.

O crescimento é atribuído à ampliação da compra de produtos menos concentrados, como o superfosfato simples (SSP), que exige volumes maiores para atender à mesma demanda agrícola.

Entre os portos brasileiros, Paranaguá manteve posição de destaque nas operações de descarga. Em julho, foram movimentadas cerca de 6 milhões de toneladas, número 13,7% superior ao de 2024 e equivalente a 26,1% de toda a importação nacional de fertilizantes.

O desempenho reforça a importância do terminal paranaense como um dos principais pontos de entrada de insumos agrícolas no país e mostra a capacidade logística brasileira em acompanhar o ritmo crescente das importações.

Enquanto as compras externas avançam, a produção doméstica apresentou leve retração no mês. A fabricação de fertilizantes intermediários somou 646 mil toneladas em julho, queda de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mesmo assim, o acumulado do ano indica recuperação: 4,16 milhões de toneladas produzidas, crescimento de 6,6% frente a 2024.

O resultado demonstra que, apesar das oscilações do mercado global, a indústria nacional mantém fôlego e capacidade de resposta diante da demanda crescente do agronegócio.

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