A Maersk está testando etanol como combustível alternativo em seus navios para reduzir emissões de carbono, buscando garantir sustentabilidade e certificação no uso do etanol brasileiro, que apresenta emissões reduzidas em comparação ao bunker tradicional.
A Maersk está explorando o uso de etanol marítimo como alternativa sustentável para reduzir as emissões de carbono em seus navios. Com testes que já comprovaram a viabilidade operacional, a empresa está pronta para negociar com produtores brasileiros que garantam práticas sustentáveis.
Sustentabilidade e certificação no uso de etanol
A Maersk, uma das maiores companhias marítimas do mundo, avalia misturar 10% de etanol na matriz energética de seus navios, em um movimento que reforça a transição do setor para combustíveis mais limpos.
A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de reduzir as emissões de carbono e alinhar suas operações às metas ambientais da Organização Marítima Internacional (IMO).
O uso do etanol como combustível marítimo pode diminuir significativamente a pegada de carbono da navegação global e estimular a demanda pelo biocombustível, que pode chegar a 30 milhões de toneladas por ano caso a adoção se torne padrão internacional.
A Maersk já possui 17 navios preparados para operar com etanol e planeja ampliar esse número para 25 embarcações até o próximo ano, consolidando sua posição de liderança na busca por alternativas sustentáveis.
Além da redução de emissões, a companhia tem enfatizado a importância da sustentabilidade na cadeia de fornecimento do etanol, buscando parceiros que comprovem práticas agrícolas responsáveis e certificações ambientais reconhecidas.
O objetivo é garantir que a expansão do uso do biocombustível não esteja associada ao desmatamento ou ao uso inadequado do solo.
Com essa estratégia, a Maersk pretende não apenas reduzir o impacto ambiental de suas operações, mas também estimular o desenvolvimento de uma cadeia global de energia renovável voltada ao transporte marítimo, consolidando o etanol como uma alternativa viável e sustentável para o futuro da navegação.
