A exportação de carne bovina do Brasil pode sofrer uma queda de 10% em 2026 devido a novas restrições tarifárias impostas pela China, que taxará o excedente acima da cota de 1,1 milhão de toneladas em 55%.
A exportação de carne bovina do Brasil pode enfrentar uma retração relevante a partir de 2026, em meio a mudanças nas regras comerciais impostas pela China. A nova política tarifária, que estabelece uma cota limitada com isenção e aplica taxas elevadas sobre o excedente, tende a pressionar o setor e reduzir a competitividade brasileira no principal mercado de destino.
Impacto das restrições tarifárias da China
As restrições tarifárias impostas pela China globalmente representam um desafio significativo para a exportação de carne bovina, especialmente do Brasil.
A partir de 2026, a China implementará uma cota de 1,1 milhão de toneladas isentas de tarifas, mas qualquer volume excedente estará sujeito a uma taxa de 55%.
Essa medida visa proteger a produção interna chinesa, mas impacta diretamente os produtores e exportadores brasileiros, que precisam buscar novos mercados ou aumentar o consumo interno para compensar a redução.
O presidente da Abiec, Roberto Perosa, destacou que a produção destinada ao mercado chinês deve ser interrompida em junho, caso as tarifas sejam aplicadas. Esse cenário pressiona o setor a encontrar soluções rápidas para evitar prejuízos financeiros.
Além disso, a possibilidade de abertura de novos mercados, como o Japão, é vista como uma alternativa viável para mitigar os impactos negativos das restrições chinesas.
Empresas brasileiras têm acelerado os embarques para a China a fim de evitar a tarifa mais alta, mas a capacidade de escoamento é limitada.
O setor precisa se adaptar rapidamente às mudanças no cenário internacional, buscando diversificar seus destinos de exportação e fortalecer o mercado interno.
