O Brasil recebeu autorização para exportar DDGs e sorgo para a China, o que fortalece as relações comerciais e amplia as oportunidades no agronegócio, além de promover a economia circular ao transformar resíduos em insumos valiosos.
O Brasil deu um passo significativo ao obter a habilitação para exportar DDGs e sorgo para a China, fortalecendo a relação comercial com seu principal parceiro no agronegócio. Essa conquista não apenas abre novas oportunidades para o setor de sorgo e a indústria de etanol de milho, mas também reforça a agenda de sustentabilidade do Brasil.
Primeiras habilitações para exportação
O Brasil conseguiu a habilitação dos primeiros estabelecimentos para exportação de DDGs e sorgo para a China, marcando um avanço significativo nas relações comerciais entre os dois países.
Cinco estabelecimentos foram autorizados a exportar DDGs, e dez unidades receberam autorização para exportar sorgo. Esta conquista decorre da assinatura de protocolos fitossanitários específicos, que foram firmados entre as autoridades brasileiras e chinesas.
Esses protocolos incluem o Protocolo Fitossanitário do sorgo, assinado em novembro de 2024, e o Protocolo de Proteínas e Grãos Derivados da Indústria do Etanol de Milho, firmado em maio de 2025.
Além disso, foram concluídos os modelos de certificado fitossanitário que regulamentam as exportações. Este processo envolveu um trabalho coordenado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Adidância Agrícola, a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores e o setor privado, assegurando que todas as exigências técnicas chinesas fossem cumpridas.
As unidades habilitadas para exportação de sorgo estão localizadas principalmente na região Centro-Oeste do Brasil, que é responsável por mais de 60% da produção nacional. Já as unidades de exportação de DDGs estão concentradas no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Essa nova autorização não apenas cria um canal regular de embarques para a China, o maior importador global de grãos e insumos para ração animal, mas também amplia a previsibilidade dos contratos e possibilita o aumento do volume exportado nas próximas safras.
