Gripe aviária impacta exportações de carne de frango em 12,9%

Em maio, a gripe aviária no país causou uma queda de 12,9% nas exportações de carne de frango devido a restrições internacionais no comércio. O Brasil está implementando medidas para regionalizar essas restrições e aumentar as inspeções, com o objetivo de recuperar a confiança no mercado e estabilizar as vendas.

O comércio internacional de carne de frango brasileira sofreu um duro golpe em maio, com retração de quase 13% nas exportações. O valor das vendas caiu para US$ 654,6 milhões após a gripe aviária ser detectada em uma unidade produtiva, o que levou à adoção de barreiras comerciais por parte de diversos países.

Queda nas exportações de carne de frango

Em maio de 2025, as exportações de carne de frango do Brasil sofreram uma queda significativa, registrando uma redução de 12,9% no valor total comercializado.

O volume embarcado também diminuiu, atingindo 363,1 mil toneladas, o que representa uma queda de 14,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Essa redução abrupta nas exportações é atribuída principalmente à identificação de casos de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, levando a restrições impostas por vários países.

O impacto foi imediato, com o ritmo de exportações desacelerando consideravelmente após a notificação do surto em 16 de maio.

Antes do incidente, o setor vinha apresentando um crescimento estável, com um aumento acumulado de 4,1% no volume exportado ao longo do ano. No entanto, as restrições afetaram diretamente a emissão de certificados sanitários, essenciais para a continuidade das exportações.

Apesar das dificuldades, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) destacou que as exportações não foram completamente suspensas, uma vez que ainda existem mercados com acesso liberado.

A expectativa é que as medidas de contenção e a busca por alternativas de mercado ajudem a reverter o cenário nos próximos meses.

Esforços para mitigar restrições

Diante das restrições impostas por causa da gripe aviária, o setor avícola brasileiro está empenhado em mitigar os impactos negativos e retomar o crescimento das exportações.

Um dos principais esforços está na regionalização das restrições, uma estratégia que visa limitar as proibições apenas às áreas diretamente afetadas pelo surto, ao invés de aplicar uma suspensão generalizada.

O objetivo é garantir que apenas as carnes de frango provenientes de áreas próximas ao foco do surto sejam afetadas, permitindo que outras regiões continuem exportando normalmente.

Além disso, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as inspeções e o monitoramento das granjas, assegurando que os produtos exportados atendam aos padrões internacionais de segurança.

Essas ações visam não apenas a retomada das exportações, mas também a manutenção da confiança dos parceiros comerciais.

A expectativa é que, com esses esforços, o mercado se estabilize e as exportações voltem a crescer nos próximos meses.

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