As exportações de carne bovina do Brasil para a Argentina aumentaram de forma excepcional em 2025, impulsionadas pelas tarifas impostas pelos EUA e pela queda na produção argentina, que recorreu à carne brasileira para suprir uma demanda interna.
O comércio de carne bovina entre Brasil e Argentina ganhou força em 2025, impulsionado pelo enfraquecimento da produção argentina e pela reorganização das rotas internacionais de exportação. A demanda interna crescente no país vizinho favoreceu a entrada da carne brasileira como solução competitiva.
Crescimento das exportações para a Argentina
As exportações brasileiras de carne bovina para a Argentina cresceram de forma expressiva em 2025, alcançando 11 mil toneladas entre janeiro e outubro, um volume muito superior ao do ano anterior.
O aumento foi impulsionado pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros em abril, que redirecionou parte da produção para mercados alternativos.
A Argentina, ao ampliar suas vendas de carne para os EUA, passou a importar mais do Brasil para manter o abastecimento interno.
A forte queda na produção argentina também contribuiu para a alta das importações. Entre 2023 e 2025, o rebanho do país caiu de 68,8 milhões para 67 milhões de cabeças, segundo o USDA.
A redução foi causada por secas, efeitos do La Niña, altos custos e políticas restritivas, como taxas de exportação e suspensões temporárias.
Com a oferta interna comprometida, a carne brasileira tornou-se uma alternativa viável pela proximidade e pelo preço competitivo.
Apesar de a Argentina não ser um grande comprador tradicional, o Brasil transformou a perda de competitividade nos EUA em oportunidade regional, ampliando sua presença no mercado vizinho.
