Em janeiro de 2026, o agronegócio brasileiro alcançou exportações de US$ 10,8 bilhões, com um superávit de US$ 9,2 bilhões, destacando-se a China como principal comprador, responsável por 20% do total exportado. O bloco ASEAN também teve um aumento de 5,7% nas importações.
As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026, registrando um superávit de US$ 9,2 bilhões. Este desempenho destaca a força do setor no mercado internacional, com a China permanecendo como principal destino dos produtos brasileiros. O setor de proteínas animais alcançou recordes, impulsionando os resultados positivos.
Recorde de exportações de proteínas animais
O setor de proteínas animais do Brasil atingiu recordes históricos em janeiro de 2026, consolidando-se como um dos principais motores das exportações agropecuárias do país.
As carnes, em especial a carne bovina in natura, lideraram as vendas, totalizando US$ 2,58 bilhões, representando 24% do total das exportações do agronegócio.
Entre os fatores que contribuíram para esse desempenho estão a crescente demanda internacional, especialmente dos Estados Unidos, que aumentaram suas compras em 93% em comparação ao ano anterior.
Além disso, o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação fortaleceu a confiança dos importadores nos produtos brasileiros.
Esse cenário destaca a importância do setor de proteínas animais para a balança comercial do Brasil, mostrando a capacidade do país em atender mercados exigentes com produtos de alta qualidade.
A diversificação dos destinos de exportação e a abertura de novos mercados também foram fundamentais para alcançar esses recordes.
China lidera compras de produtos brasileiros
A China mantém sua posição de destaque como o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, com importações que somaram US$ 2,1 bilhões em janeiro de 2026, representando 20% do total das exportações do setor.
Este volume reafirma a relevância do mercado chinês para o agronegócio brasileiro, que continua a expandir sua presença na Ásia.
O interesse chinês por produtos brasileiros é impulsionado pela qualidade e competitividade dos itens exportados, como soja, carnes e produtos florestais.
A relação comercial entre os dois países tem se fortalecido ao longo dos anos, com acordos que facilitam o acesso dos produtos brasileiros ao mercado chinês.
Além disso, a demanda crescente por alimentos e insumos agrícolas na China, alimentada pelo aumento populacional e pela urbanização, favorece a continuidade das exportações brasileiras.
A manutenção e o fortalecimento dessa parceria são essenciais para o agronegócio nacional, garantindo um fluxo constante de receitas e oportunidades de crescimento.
Crescimento das exportações para ASEAN
O bloco da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) registrou um crescimento significativo nas importações de produtos agropecuários brasileiros em janeiro de 2026.
As exportações para essa região aumentaram 5,7% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, destacando-se como um mercado promissor para o agronegócio brasileiro.
Composto por países como Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, o bloco ASEAN representa um conjunto de mercados dinâmicos e em expansão, que buscam diversificar suas fontes de abastecimento. O Brasil tem aproveitado essa oportunidade, oferecendo produtos de qualidade e competitivos.
A aproximação com a ASEAN é estratégica para o Brasil, permitindo a entrada em mercados que valorizam a segurança alimentar e a sustentabilidade.
O crescimento das exportações para essa região reflete o reconhecimento da qualidade dos produtos brasileiros e a eficácia das estratégias de expansão comercial adotadas pelo setor agropecuário.
