O faturamento da indústria apresentou uma queda de 1,2% entre abril e maio de 2025, marcando o terceiro mês consecutivo de declínio, segundo dados da CNI. No entanto, o emprego e as horas trabalhadas mostraram sinais de recuperação, com aumentos de 0,1% e 0,8%, respectivamente.
O faturamento industrial registrou queda de 1,2% entre abril e maio, segundo dados da CNI. Este é o terceiro mês consecutivo de declínio, indicando uma perda de força no setor em 2025. A demanda por produtos industriais diminui, afetando a receita das empresas e o dinamismo do mercado.
Queda no faturamento industrial
O setor industrial enfrenta um cenário desafiador, com o faturamento caindo pelo terceiro mês consecutivo.
Entre abril e maio, a retração foi de 1,2%, conforme apontam os Indicadores Industriais divulgados pela CNI. Este desempenho negativo reflete uma tendência de desaceleração que vem se consolidando ao longo de 2025.
Especialistas indicam que a demanda por produtos industriais tem diminuído, impactando diretamente na receita das empresas.
Essa queda é atribuída a diversos fatores, incluindo a redução do consumo interno e a instabilidade econômica global. Além disso, o aumento dos custos de produção e a concorrência internacional pressionam o setor.
O resultado é um encolhimento de 1% no faturamento do trimestre encerrado em maio, em comparação ao trimestre anterior.
Essa sequência de quedas sucessivas indica que o setor industrial está perdendo força, exigindo estratégias de adaptação para enfrentar os desafios econômicos atuais.
Recuperação de emprego e horas trabalhadas
Apesar da queda no faturamento, o setor industrial apresentou sinais de recuperação em termos de emprego e horas trabalhadas.
Após uma queda em abril, o emprego no setor registrou um aumento de 0,1% em maio, marcando uma recuperação tímida, mas significativa, após 18 meses de crescimento contínuo.
No trimestre encerrado em maio, o mercado de trabalho industrial acumulou um crescimento de 0,4% em relação ao trimestre anterior.
Esse incremento reflete uma leve retomada na contratação, impulsionada pela necessidade de atender à demanda remanescente e ajustar a produção às novas condições de mercado.
Além disso, o número de horas trabalhadas na produção cresceu 0,8% em maio, interrompendo uma sequência negativa observada nos meses anteriores.
Este aumento sugere uma recuperação parcial da atividade produtiva, embora ainda insuficiente para reverter completamente as perdas do trimestre, que fechou com uma diminuição de 0,4% nas horas trabalhadas.
