O Gecex zerou a tarifa de importação de 1.059 produtos, com o objetivo de impulsionar a economia, aumentar a competitividade e reduzir custos de produção, especialmente nos setores de saúde e automotivo, embora isso também crie pressão para que a indústria nacional inove e se mantenha competitiva.
O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) anunciou a eliminação das tarifas de importação para 1.059 produtos, incluindo bens de capital e autopeças, devido à ausência de produção nacional similar. A decisão visa impulsionar a economia e beneficiar setores como saúde, energia e automotivo.
Tarifa zero impulsiona setores estratégicos
A decisão de reduzir a zero as tarifas de importação para mais de mil produtos marca uma estratégia do governo para estimular a economia e ampliar a competitividade da indústria brasileira.
A medida abrange principalmente bens de capital, autopeças e insumos considerados essenciais para diversos segmentos produtivos, permitindo que empresas tenham acesso a equipamentos, componentes e tecnologias a custos menores.
A expectativa é que a isenção tarifária contribua para diminuir despesas de produção e destravar investimentos em áreas consideradas prioritárias.
Setores como saúde, eletrodomésticos, energia e automotivo estão entre os mais favorecidos, já que dependem de máquinas, peças e materiais importados para modernizar operações e ampliar a capacidade produtiva.
Também entram nesse cenário cadeias ligadas à alimentação animal e outras atividades industriais que utilizam insumos externos para manter eficiência e escala.
Com custos reduzidos na compra de itens estratégicos, a política pode ter reflexos no preço final de alguns produtos e no ritmo de expansão de segmentos que precisam incorporar inovação com rapidez.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que o impacto sobre a indústria nacional exige atenção, já que a maior abertura pode aumentar a concorrência com itens importados.
O governo aposta que o efeito positivo da redução tarifária virá justamente do equilíbrio entre facilitar o acesso a bens fundamentais e fortalecer setores capazes de gerar empregos, modernização e crescimento econômico sustentável no país.
