O greening em plantas cítricas exige cuidado porque afeta espécies importantes para a citricultura, como laranjeiras, limoeiros e tangerineiras. A doença altera o crescimento das plantas e pode tornar os frutos sem valor comercial.
O greening, uma das doenças mais preocupantes para a citricultura, foi confirmado pela primeira vez em plantas cítricas no Rio Grande do Sul pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A detecção ocorreu durante um programa de vigilância fitossanitária e mobilizou equipes para conter o foco, controlar o psilídeo transmissor e fiscalizar o trânsito de mudas.
Greening acende alerta fitossanitário
O Rio Grande do Sul confirmou os primeiros casos de greening, uma das doenças mais preocupantes para a citricultura, após a detecção em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próxima à divisa com Santa Catarina.
A ocorrência levou o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Secretaria da Agricultura do estado a intensificarem ações de vigilância e controle para evitar que a doença alcance áreas comerciais de produção.
O greening, também conhecido como huanglongbing, é causado por uma bactéria que compromete o desenvolvimento das plantas cítricas e pode provocar deformação dos frutos, queda de produtividade e enfraquecimento progressivo das árvores.
A doença não tem cura conhecida, o que torna a identificação rápida dos focos e a eliminação das plantas contaminadas medidas essenciais para reduzir o risco de disseminação.
A transmissão ocorre principalmente pelo psilídeo Diaphorina citri, inseto que carrega a bactéria de uma planta infectada para outra durante a alimentação.
Por esse motivo, o controle do vetor é uma das etapas centrais das ações fitossanitárias, especialmente em regiões com presença de pomares domésticos, viveiros e áreas comerciais de citros.
Com a confirmação do caso, equipes técnicas foram mobilizadas para monitorar propriedades próximas ao foco identificado e avaliar possíveis sinais da doença em outras plantas.
O trabalho inclui inspeções em campo, orientação a produtores e moradores, além da retirada de plantas infectadas para impedir que elas se tornem fontes de contaminação.
As medidas seguem o Plano de Ação previsto na Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que estabelece o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening.
A norma define procedimentos para vigilância, erradicação de plantas doentes, controle do inseto transmissor e acompanhamento do trânsito de mudas, considerado um ponto sensível para a proteção da cadeia produtiva.
A atenção também se volta aos pomares comerciais, que podem ser afetados caso a doença se espalhe para áreas produtivas.
O controle da circulação de mudas é tratado como prioridade, já que o material de propagação precisa atender às exigências sanitárias para evitar a introdução da bactéria em novas regiões.
A confirmação dos primeiros casos no estado reforça a necessidade de monitoramento constante e resposta rápida diante de pragas agrícolas de alto impacto.
Para o setor citrícola, a prevenção continua sendo a principal estratégia, já que o avanço do greening pode comprometer lavouras, elevar custos de manejo e reduzir a competitividade da produção.
