A inadimplência do agronegócio do Banco do Brasil aumentou para 3,49% no segundo trimestre de 2025, resultando em uma redução de 0,3% na carteira de crédito do banco. Esse cenário reflete as dificuldades econômicas enfrentadas pelo setor.
A inadimplência no agronegócio do Banco do Brasil aumentou para 3,49% no segundo trimestre de 2025, influenciando negativamente sua carteira de crédito. Este crescimento, em comparação aos 1,32% do ano anterior, reflete desafios no setor, mesmo com o cenário positivo para a safra no Brasil.
Crescimento da inadimplência do agronegócio
A inadimplência no setor do agronegócio, especificamente nas operações de crédito do Banco do Brasil, apresentou um aumento significativo, atingindo 3,49% no segundo trimestre de 2025.
Este índice representa um salto expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a inadimplência estava em 1,32%, considerado um nível normal para o setor.
O aumento da inadimplência é atribuído a diversos fatores, incluindo a pressão econômica sobre os produtores rurais e as dificuldades enfrentadas por alguns segmentos do agronegócio.
A maior parte das inadimplências ocorreu nas operações de custeio, onde o índice passou de 1,03% em junho de 2024 para 3,37% no mesmo mês de 2025.
Além disso, parcelas atrasadas há mais de 30 dias já representam 5,53% da carteira de crédito agrícola do BB, um aumento em relação aos 4,11% registrados em março deste ano.
Este cenário reflete não apenas a dificuldade de alguns produtores em honrar seus compromissos, mas também a necessidade de maior provisionamento por parte do banco, conforme as novas regras contábeis exigidas pelo Conselho Monetário Nacional.
Impactos na carteira de crédito do BB
O aumento da inadimplência no agronegócio impactou diretamente a carteira de crédito do Banco do Brasil, que viu um recuo de 0,3% no segundo trimestre de 2025, passando de R$ 406,2 bilhões para R$ 404,9 bilhões.
Além disso, a revisão do guidance de crescimento da carteira de agro, que agora está entre 3% e 6% para 2025, reflete uma postura mais cautelosa da instituição diante do cenário de inadimplência crescente. Nos últimos 12 meses, a carteira ainda cresceu 8%, mas a desaceleração é evidente.
O impacto também é visível nas operações de custeio, que são as mais afetadas pela inadimplência. A necessidade de maior provisionamento para perdas esperadas, conforme a resolução 4.966/2021 do Conselho Monetário Nacional, também pressionou os resultados do banco.
