China prorroga investigação sobre importação de carne bovina

A China prorrogou por três meses a investigação sobre importação de carne bovina, adiando a decisão para novembro, o que traz alívio ao Brasil, maior exportador para o país, permitindo mais tempo para se defender contra possíveis tarifas, em meio a tensões comerciais com os EUA e oferecendo estabilidade ao mercado brasileiro.

A investigação da China sobre a importação de carne bovina de diversos países, que pode resultar em medidas de salvaguardas, foi prorrogada por três meses. Essa decisão, inicialmente prevista para agosto, agora será divulgada em novembro, trazendo alívio ao setor no Brasil, maior exportador da proteína para o país asiático.

China estende prazo de investigação para novembro

A China decidiu estender por mais três meses a investigação sobre a importação de carne bovina, adiando a decisão final para novembro.

Essa prorrogação foi anunciada pelo Ministério do Comércio da China, que justificou a medida pela “complexidade do caso”.

A investigação, que inicialmente deveria ser concluída em agosto, foi iniciada em dezembro do ano passado a pedido de pecuaristas e da indústria local chinesa.

O objetivo da investigação é avaliar se o aumento das importações de carne bovina nos últimos anos causou danos à produção interna da China.

Caso a investigação conclua que houve prejuízo, o país poderá aplicar tarifas ou cotas sobre as importações, afetando diretamente o mercado brasileiro, que é o maior fornecedor de carne bovina para a China.

A decisão de prorrogar o prazo foi bem recebida por representantes do setor produtivo brasileiro, que veem na extensão uma oportunidade para melhor defender seus interesses.

Eles argumentam que a carne exportada pelo Brasil complementa a produção chinesa, ao invés de competir diretamente com ela, e que a extensão do prazo alivia a pressão sobre o Brasil em um momento de tensões comerciais com outros países, como os Estados Unidos.

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