Juros altos impactam indústria da construção no 2º trimestre

No segundo trimestre de 2025, a indústria da construção enfrenta desafios significativos devido aos altos juros e à carga tributária, conforme relatado pela CNI. A confiança dos empresários e a intenção de investimento diminuíram, evidenciando uma postura cautelosa diante das condições adversas.

Os juros altos estão no centro das preocupações da indústria da construção no segundo trimestre de 2025. De acordo com a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela CNI, 37,7% dos empresários citaram as taxas de juros como o principal entrave, enquanto a alta carga tributária e a falta de mão de obra qualificada também são desafios enfrentados pelo setor.

Condições financeiras e carga tributária

O setor da construção civil no Brasil registrou um enfraquecimento das condições financeiras no segundo trimestre de 2025, segundo levantamento recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A percepção negativa entre os empresários do setor cresceu, refletida pela queda do índice de satisfação com a situação financeira, que recuou para 45 pontos.

O resultado, abaixo da linha dos 50 pontos, sinaliza um aumento da insatisfação e um ambiente de negócios mais adverso.

Um dos fatores que mais pesam nas avaliações do setor é a carga tributária, apontada por 30,5% dos entrevistados como um dos principais obstáculos à atividade.

Esse percentual representa uma alta em relação ao trimestre anterior, quando 27,8% dos empresários mencionaram os tributos como fator de preocupação.

O peso dos impostos é considerado um dos entraves mais significativos à competitividade, atingindo diretamente a lucratividade e a capacidade de investimento das empresas.

Outros indicadores financeiros também apontam para um cenário desafiador. O índice que mede a satisfação com o lucro operacional das empresas sofreu uma leve queda, passando de 42,8 para 42,5 pontos.

Já o indicador que avalia o acesso ao crédito recuou de forma mais acentuada, caindo de 37,4 para 35,5 pontos, o que reforça a percepção de dificuldades para financiar as atividades do setor.

Apesar do quadro negativo, houve um sinal de alívio nos custos com insumos e matérias-primas. O índice que mede a variação de preços caiu 3,7 pontos, atingindo 60,9, o que indica uma desaceleração no ritmo de aumento desses custos.

No entanto, essa trégua nos preços ainda é insuficiente para compensar os impactos provocados pela carga tributária elevada e pelo enfraquecimento das condições financeiras das empresas do setor.

A combinação desses fatores reforça o alerta para a necessidade de medidas estruturais que favoreçam a retomada da competitividade da construção civil.

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