Petrolífera dos EUA deverá controlar 17 projetos na Venezuela, dos quais 14 fazem parte de contratos concedidos recentemente pelas autoridades do país.
A reorganização do petróleo venezuelano abriu espaço para a North American Blue Energy Partners (NABEP) avançar sobre projetos antes vinculados a companhias russas e chinesas com forte presença no país sul-americano. A mudança, antecipou a Reuters, também reforça a estratégia dos Estados Unidos de ampliar influência sobre a produção e o destino comercial dessas reservas.
Acordo reposiciona petróleo venezuelano
A disputa por influência sobre o setor energético da Venezuela ganhou um novo capítulo com a entrada de uma empresa norte-americana em áreas antes ligadas a grupos chineses e russos.
O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos para aumentar sua presença sobre a produção venezuelana e redirecionar parte desse petróleo para o mercado estadunidense.
Donald Trump afirmou recentemente que empresas privadas dos EUA passaram a ter acesso a cerca de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas do país sul-americano.
A mudança altera o equilíbrio de forças em uma indústria que, nos últimos anos, contou com participação relevante de companhias asiáticas e russas em diferentes projetos de exploração.
Nesse novo arranjo, Washington também ganha mais espaço para influenciar quais empresas produzem, comercializam e destinam o petróleo extraído em território venezuelano.
A operação, antecipou a Reuters, envolve a North American Blue Energy Partners (NABEP), companhia que deverá assumir ativos associados anteriormente a interesses estrangeiros rivais dos Estados Unidos.
NABEP amplia presença em campos estratégicos
A empresa deverá controlar 17 projetos na Venezuela, dos quais 14 foram incluídos em contratos concedidos recentemente pelas autoridades locais.
Parte desses ativos estava vinculada a companhias chinesas, enquanto outro projeto havia sido operado por uma empresa russa antes da nova redistribuição.
Entre os nomes citados estão China Concord Resources, Sinopec e China National Petroleum Corporation, além de outra empresa chinesa cuja identidade não foi revelada.
Dois dos projetos também tinham ligação com grupos associados a Alex Saab, enquanto outro campo havia sido relacionado a pessoas próximas ao antigo núcleo político de Nicolás Maduro.
A expectativa é que parte da produção futura dessas áreas seja destinada aos Estados Unidos, reduzindo o volume que antes seguia para mercados como o chinês.
Paralelamente, autoridades estadunidenses discutem com representantes venezuelanos uma base jurídica capaz de sustentar mudanças econômicas e institucionais ligadas à reorganização do setor.
A estratégia busca combinar expansão empresarial, segurança energética e influência geopolítica sobre uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
