CNA rebate acusações dos EUA sobre práticas desleais no agronegócio

A CNA defende sua conformidade com as regras da OMC em resposta às alegações dos EUA sobre práticas desleais no agronegócio, ressaltando que suas políticas em relação a tarifas e desmatamento estão em conformidade e que participarão de uma audiência pública para apresentar sua defesa.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) rebateu as acusações do governo dos Estados Unidos sobre práticas comerciais desleais. A entidade assegura que as políticas brasileiras estão alinhadas às normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), garantindo um comércio justo e sem discriminação contra produtos americanos.

CNA contesta acusações dos EUA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) manifestou-se firmemente contra as acusações feitas pelos Estados Unidos, que alegam práticas desleais no comércio internacional por parte do Brasil.

Em um documento protocolado, a CNA afirma que as políticas comerciais brasileiras estão em total conformidade com as regras estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC), negando qualquer tipo de discriminação contra produtos americanos.

A investigação, conduzida pelo escritório do representante comercial dos Estados Unidos, baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio americana, que permite a imposição de sanções unilaterais.

Entre os pontos levantados pelos EUA estão tarifas preferenciais, acesso ao mercado de etanol e questões de desmatamento ilegal.

A CNA respondeu formalmente a essas alegações, destacando que a rede de acordos preferenciais do Brasil é restrita e compatível com a OMC, representando apenas 1,9% das importações.

Além disso, a CNA defende que a tarifa de 18% aplicada ao etanol americano é inferior à cobrada de parceiros do Mercosul, e que o programa RenovaBio está aberto a produtores estrangeiros, demonstrando a abertura e competitividade do mercado brasileiro.

No que diz respeito ao desmatamento, a entidade assegura que o Brasil possui legislação ambiental rigorosa e sistemas de monitoramento eficazes para rastrear a produção e combater práticas ilegais.

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