Os preços da construção registraram novo avanço em maio, mantendo o setor em alerta diante do encarecimento de insumos, serviços e despesas trabalhistas.
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) voltou a registrar alta em maio, sinalizando que os custos do setor seguem pressionados por reajustes em materiais e mão de obra. Segundo dados do IBGE, o indicador avançou 0,36% no mês, enquanto o valor médio nacional do metro quadrado chegou a R$ 1.953,08. O resultado reforça a atenção de construtoras, incorporadoras e consumidores diante de um cenário em que os custos das obras continuam acumulando aumentos ao longo do ano.
Materiais e mão de obra pressionam obras
A composição do custo nacional da construção mostra que os materiais seguem como a maior parcela do metro quadrado, com valor médio de R$ 1.104,59 em maio.
Esse componente avançou 0,53% no mês, abaixo do resultado de abril, mas ainda em nível suficiente para manter pressão sobre orçamentos de obras públicas e privadas.
A mão de obra, por sua vez, chegou a R$ 848,49 por metro quadrado e teve variação mensal de 0,14%, indicando avanço mais contido no período.
Apesar disso, o acumulado em doze meses chegou a 9,56%, acima dos 5,01% registrados pelos materiais, o que reforça a importância dos custos trabalhistas na formação dos preços.
Entre janeiro e maio, os materiais acumularam alta de 2,44%, enquanto a mão de obra subiu 4,34% no mesmo intervalo.
A diferença entre os dois componentes mostra que o setor enfrenta pressões distintas, com insumos ainda relevantes no curto prazo e custos profissionais mais fortes na comparação anual.
Sul lidera alta regional do setor
A Região Sul registrou a maior variação mensal do país em maio, com alta de 0,44% e crescimento observado em todos os estados.
O Paraná foi o principal destaque regional, ao apresentar avanço de 0,65%, resultado que contribuiu para colocar o Sul acima das demais regiões no levantamento.
O Nordeste e o Centro-Oeste apareceram em seguida, ambos com variação de 0,39%, enquanto o Norte avançou 0,33% e o Sudeste teve alta de 0,31%.
Esse recorte mostra que a elevação dos custos ocorreu de forma disseminada pelo país, embora com intensidades diferentes conforme a dinâmica local de materiais, serviços e demanda.
Entre os estados, a Bahia registrou a maior alta mensal, com avanço de 0,92%, puxada principalmente pelo comportamento dos materiais de construção.
O resultado evidencia como pressões específicas em determinados mercados podem alterar o custo das obras de maneira mais intensa do que a média nacional.
