Os preços da construção civil chegaram a R$ 1.999,73 por metro quadrado em setembro de 2026, após nova alta registrada pelo Sinapi no país.
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,30% em setembro de 2026 e mostrou uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando a alta havia chegado a 0,44%. Mesmo com o ritmo menor, o custo médio nacional se aproximou de R$ 2 mil por metro quadrado e manteve pressão relevante sobre obras e orçamentos.
Mão de obra segue como principal pressão
A parcela referente à mão de obra alcançou R$ 872,56 por metro quadrado em setembro e apresentou alta de 0,33% frente ao mês anterior.
Esse avanço perdeu força em relação a agosto, quando havia chegado a 0,55%, mas permaneceu relevante na composição dos custos das obras.
Nos últimos 12 meses, a mão de obra acumulou aumento de 8,53%, percentual que superou com folga a variação observada nos preços dos materiais.
Esse comportamento mostra que os custos trabalhistas continuaram a exercer maior pressão sobre o orçamento da construção no período mais longo.
Os materiais representaram R$ 1.127,17 por metro quadrado em setembro, com alta mensal de 0,28% na comparação com agosto.
A taxa também ficou abaixo do resultado de 0,35% observado no mês anterior, reforçando a desaceleração percebida no índice geral.
Em 12 meses, os materiais acumularam alta de 5,54%, resultado inferior ao avanço registrado pela mão de obra no mesmo intervalo.
A diferença entre essas duas parcelas ajuda a explicar por que o custo total continuou em alta mesmo com menor pressão mensal sobre o Sinapi.
Centro-Oeste concentra a maior alta regional
As diferenças entre as regiões ficaram mais evidentes em setembro, com o Centro-Oeste na liderança das altas após avanço de 1,34%.
O resultado recebeu influência principalmente dos reajustes profissionais em Mato Grosso, estado que registrou a maior variação mensal do país, de 3,34%.
Alagoas apareceu na sequência entre os maiores aumentos estaduais, com alta de 1,84%, enquanto Goiás avançou 0,72% durante o mês.
Roraima também ficou acima da média nacional, com crescimento de 0,61%, reforçando a diferença entre os resultados observados pelos estados.
Entre as demais regiões, o Nordeste teve alta de 0,32%, enquanto o Norte registrou avanço de 0,16% no custo da construção.
O Sudeste apresentou variação de 0,14%, e o Sul ficou com o menor resultado regional do mês, após acréscimo de apenas 0,07%.
No acumulado de janeiro a setembro, o Sinapi avançou 5,72% pela metodologia que considera a desoneração da folha de pagamentos.
Em 12 meses, a alta ficou em 6,81%, percentual inferior aos 7,03% registrados até agosto e compatível com a desaceleração do indicador.
Pela metodologia sem desoneração, o custo médio nacional alcançou R$ 2.105,86 por metro quadrado em setembro, com variação mensal de 0,29%.
Nesse cálculo, a alta acumulada em 2026 chegou a 4,43%, enquanto o avanço dos últimos 12 meses ficou em 5,53%.
