Preços da construção sobem 0,23% em fevereiro, aponta IBGE

Em fevereiro de 2026, os preços da construção civil no Brasil aumentaram 0,23%, com a Região Norte apresentando a maior alta devido a acordos coletivos. A reoneração da folha de pagamento, que afetou os custos de mão de obra em janeiro, destaca a influência de mudanças fiscais no setor da construção.

Os preços da construção no Brasil subiram 0,23% em fevereiro, de acordo com o Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI), divulgado pelo IBGE. A Região Norte liderou o aumento com uma variação de 0,52%, impulsionada por acordos coletivos e altas em materiais e mão de obra. Já a reoneração impactou os custos em janeiro.

Variação de preços por região

Em fevereiro, a variação de preços na construção civil apresentou diferenças significativas entre as regiões brasileiras.

A Região Norte destacou-se com a maior variação, de 0,52%, puxada principalmente pelo estado do Amapá, que registrou um aumento de 1,54%.

Esse crescimento foi impulsionado por acordos coletivos nas categorias profissionais e elevações tanto na parcela de materiais quanto na de mão de obra.

Nas demais regiões, os índices foram mais modestos. O Nordeste e o Sudeste apresentaram variações idênticas de 0,22%, enquanto o Sul registrou 0,15% e o Centro-Oeste, 0,10%.

Essas variações refletem as condições econômicas e negociações salariais específicas de cada região, além de influências locais nos preços dos materiais de construção.

Essas diferenças regionais são importantes para entender as dinâmicas do setor e como fatores locais podem impactar os custos de construção em diferentes partes do país.

O acompanhamento dessas variações é crucial para empresas do setor, investidores e formuladores de políticas públicas.

Impacto da reoneração na construção

A reoneração da folha de pagamento das empresas de construção civil teve um impacto significativo nos custos do setor em janeiro de 2026.

A medida, que aumentou em 5 pontos percentuais a carga tributária sobre a folha, resultou em uma elevação considerável dos custos de mão de obra, refletida no Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI).

Enquanto em janeiro a parcela de mão de obra registrou um aumento de 3,22%, em fevereiro essa taxa caiu para 0,06%, demonstrando a influência direta da reoneração no início do ano.

A diferença entre os dois meses destaca como alterações fiscais podem afetar rapidamente os custos operacionais das empresas de construção.

Para o setor, a reoneração representa um desafio adicional em um cenário já pressionado por peços elevados de materiais e demanda por mão de obra qualificada.

Empresas precisam ajustar suas estratégias de gestão de custos e buscar eficiência para mitigar os impactos financeiros dessa medida.

Além disso, a reoneração pode ter efeitos indiretos, como a necessidade de renegociações salariais e ajustes nos preços finais das obras, afetando tanto construtoras quanto consumidores. A atenção a essas dinâmicas é essencial para a sustentabilidade econômica do setor no longo prazo.

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