Exportações de frango do Brasil podem crescer 10,3% em 2026

As exportações de frango do Brasil podem atingir 5,875 milhões de toneladas em 2026, com alta de 10,3% na comparação anual.

A avicultura brasileira inicia 2026 com perspectivas favoráveis para ampliar sua participação no comércio internacional, sustentada pelo crescimento previsto para a produção nacional. As estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam avanço expressivo das exportações, sem redução da quantidade destinada aos consumidores brasileiros.

Exportações de frango podem avançar 10,3% em 2026

As vendas brasileiras de carne de frango ao exterior podem alcançar 5,875 milhões de toneladas em 2026, volume 10,3% superior ao previsto para o ano anterior.

A estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reflete a expectativa de maior procura internacional e a posição consolidada do país entre os principais fornecedores globais.

Para atender aos compromissos externos sem comprometer o abastecimento nacional, a produção brasileira deverá ficar entre 16 milhões e 16,150 milhões de toneladas durante o período.

Esse resultado representaria expansão de até 5,6% e dependeria do aproveitamento eficiente da estrutura produtiva, da manutenção dos padrões sanitários e da competitividade das empresas avícolas.

A combinação entre escala produtiva, qualidade comercial e práticas sustentáveis pode ampliar a presença brasileira em mercados estratégicos, sobretudo nos países que elevarem suas compras de proteína animal.

Oferta interna deve superar 10 milhões de toneladas

Apesar do avanço projetado para as exportações, o mercado brasileiro poderá receber aproximadamente 10,275 milhões de toneladas de carne de frango ao longo de 2026.

A quantidade disponível para consumo no país deve apresentar alta de 3,1%, o que permitiria acompanhar a procura por uma proteína acessível dentro do orçamento familiar.

Para 2027, a entidade prevê novo acréscimo de 2,7% na oferta doméstica, que poderá atingir cerca de 10,550 milhões de toneladas naquele ano.

A ampliação da produção nacional pode contribuir para evitar desequilíbrios expressivos entre exportações e consumo interno, embora os preços também dependam dos custos industriais e agropecuários.

Uma distribuição equilibrada entre compradores brasileiros e estrangeiros fortalece a indústria avícola, reduz a dependência de mercados específicos e oferece maior proteção contra oscilações comerciais internacionais.

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