A produção de açúcar no centro-sul do Brasil caiu 6,8% na primeira quinzena de maio, totalizando 2,41 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol recuou 11,3%, somando 1,78 bilhões de litros.
A produção de açúcar no centro-sul do Brasil caiu 6,8% na primeira quinzena de maio, totalizando 2,41 milhões de toneladas. Apesar da queda, os números superaram as expectativas do mercado, que previa 2,2 milhões de toneladas. Este desempenho reflete um aumento na destinação da cana para a fabricação de açúcar.
Queda na produção de açúcar
A primeira quinzena de maio trouxe um cenário de retração para a produção de açúcar no centro-sul do Brasil.
Dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) indicam que a produção atingiu 2,41 milhões de toneladas, uma queda de 6,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Esse recuo, embora significativo, foi menos acentuado do que o esperado por analistas, que projetavam uma produção de 2,2 milhões de toneladas.
A principal razão para a diminuição foi a menor disponibilidade de cana devido às condições climáticas adversas e à menor produtividade agrícola.
Apesar da queda, a destinação de cana para a produção de açúcar foi superior ao previsto, com um “mix” de 51,14% da matéria-prima destinada ao adoçante, superando a expectativa de 49,39%. Este aumento na proporção destinada ao açúcar ajudou a mitigar o impacto da redução total na produção.
Especialistas apontam que este ajuste no “mix” de produção reflete uma estratégia das usinas para maximizar o retorno financeiro, dado o cenário de preços mais atrativos para o açúcar no mercado internacional.
Impactos na produção de etanol
A retração na produção de açúcar no centro-sul do Brasil também impactou a fabricação de etanol. Durante a primeira quinzena de maio, a produção de etanol somou 1,78 bilhões de litros, representando uma queda de 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Este declínio foi mais acentuado do que o esperado, refletindo a menor disponibilidade de cana para a destilação de etanol.
A estratégia de destinar uma maior proporção da cana para a produção de açúcar, devido aos preços mais favoráveis no mercado internacional, contribuiu para a redução na oferta de etanol.
Dentro do segmento de etanol, houve uma variação nas vendas. O etanol anidro, utilizado na mistura com gasolina, registrou um aumento de 3,94% nas vendas, totalizando 491,52 milhões de litros.
Por outro lado, o etanol hidratado, consumido diretamente nos veículos flex, apresentou uma queda de 9,69% nas vendas, com 848,91 milhões de litros comercializados.
Os dados indicam que a demanda por etanol anidro continua robusta, impulsionada pela política de mistura obrigatória na gasolina.
No entanto, a concorrência com combustíveis fósseis e as variações nos preços influenciam a demanda por etanol hidratado, refletindo nas vendas mais baixas deste produto.
