Produção de Cana em MG Sofre Queda de 7,1% na Safra 2025/26

A produção de cana em MG deve apresentar uma queda de 7,1% na safra 2025/26 devido à estiagem e chuvas abaixo da média em 2024, embora a área cultivada aumente em 9,8% devido a investimentos. O foco da produção mudará para o açúcar, buscando maximizar os retornos financeiros.

A produção de cana-de-açúcar em Minas Gerais está prevista para cair 7,1% na safra 2025/26, totalizando 77,2 milhões de toneladas, informou a Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (Siamig). Essa redução é atribuída à estiagem prolongada e chuvas abaixo da média em 2024, impactando a produtividade. Mesmo com a queda, a área cultivada deve crescer 9,8%, refletindo investimentos contínuos no setor.

Impactos da Estiagem na Produção

A estiagem prolongada em 2024 teve um impacto significativo na produção de cana-de-açúcar em Minas Gerais.

A falta de chuvas adequadas durante a entressafra comprometeu o desenvolvimento das plantações, resultando em uma queda de produtividade estimada em 12,5%.

Este cenário adverso afetou diretamente a capacidade de colheita e a qualidade da matéria-prima, refletindo-se na redução do volume total produzido.

Além disso, a seca afetou a concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana, um indicador crucial para a produção de açúcar e etanol.

A diminuição de 2,3% no ATR significa que, mesmo com a colheita da cana, a eficiência na extração de produtos derivados foi comprometida, gerando preocupações para os produtores e a indústria sucroenergética.

Expansão da Área Cultivada

Apesar dos desafios climáticos que impactaram a produção, Minas Gerais projeta uma expansão da área cultivada com cana-de-açúcar. Estima-se um aumento de 9,8% na área plantada, passando de 1,12 milhão para 1,23 milhão de hectares.

Esse crescimento reflete a continuidade dos investimentos no setor sucroenergético, que busca aumentar a capacidade produtiva para atender à demanda crescente por açúcar e etanol.

O aumento da área cultivada é uma estratégia para mitigar os efeitos adversos da estiagem e garantir a sustentabilidade do setor em longo prazo.

Com a expansão, espera-se não apenas recuperar as perdas de produtividade, mas também fortalecer a posição de Minas Gerais como o segundo maior produtor nacional de cana-de-açúcar, contribuindo para a economia local e nacional.

Mudanças no Mix de Produção

Com a previsão de redução na produção de cana-de-açúcar em Minas Gerais, o mix de produção deve passar por ajustes significativos.

Espera-se que a proporção de cana destinada ao açúcar aumente, com 52,4% da produção voltada para esse derivado, em comparação com 50,3% na safra anterior.

Essa mudança visa maximizar o retorno financeiro, já que o mercado de açúcar pode oferecer melhores margens em tempos de baixa produtividade.

Por outro lado, a produção de etanol será ajustada para 47,6% do total processado. Dentro desse segmento, o etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, deve ter um crescimento de 6,6%, alcançando 1,28 milhão de metros cúbicos.

Essa estratégia busca equilibrar a oferta entre açúcar e etanol, atendendo às demandas do mercado e aproveitando as oportunidades de preços mais favoráveis para o açúcar.

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