Ondas de calor intensas estão ameaçando a produção global de leite, com a capacidade podendo ser reduzida em até 10%. Regiões vulneráveis, como o sul da Ásia, afetam milhões de famílias, e as estratégias de mitigação atuais se mostram insuficientes.
As crescentes ondas de calor estão ameaçando a produção global de leite, conforme um estudo recente conduzido por pesquisadores das Universidades de Jerusalém, Tel Aviv e Chicago. Com base em registros de mais de 130 mil vacas, foi constatado que o calor extremo pode reduzir a produção de leite em até 10%. Esse fenômeno afeta especialmente regiões dependentes da produção leiteira.
Impacto das ondas de calor na produção de leite
As ondas de calor estão se tornando uma preocupação crescente para a indústria leiteira global. Estudos indicam que temperaturas extremas afetam diretamente a capacidade das vacas de produzir leite.
Quando expostas a um aumento de temperatura, as vacas experimentam estresse térmico, que não só diminui a produção de leite em até 10%, mas também prejudica a saúde geral dos animais.
Esse impacto é particularmente preocupante em regiões como o sul da Ásia, onde a produção de leite está prevista para crescer significativamente na próxima década. No entanto, o aumento das temperaturas devido às mudanças climáticas pode comprometer essa expansão.
Além disso, a produção de leite é vital para muitas economias, especialmente para os 150 milhões de lares que dependem dessa atividade para sua subsistência.
O estresse térmico não só reduz a produção de leite, mas também aumenta os custos operacionais, pois os agricultores precisam investir em tecnologias de resfriamento e adaptação.
Atualmente, estratégias de mitigação, como o fornecimento de sombra e sistemas de ventilação, estão sendo usadas. Contudo, em dias de calor extremo, essas medidas só conseguem limitar cerca de 40% do impacto negativo.
Isso destaca a necessidade urgente de desenvolver soluções mais eficazes para proteger a produção de leite em um cenário de aquecimento global.
