Em abril de 2025, a produção industrial do Brasil teve um crescimento de 0,1%, acumulando uma alta de 1,4% no ano, com destaque positivo para as indústrias extrativas e de bebidas, enquanto setores como coque e farmacêuticos apresentaram quedas.
A produção industrial do Brasil registrou um crescimento de 0,1% em abril de 2025, marcando o quarto mês consecutivo de resultados positivos, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. No acumulado do ano, o setor avançou 1,4%, apesar de uma leve desaceleração no ritmo de crescimento em comparação aos meses anteriores.
Crescimento mensal e anual da produção
O crescimento da produção industrial em abril de 2025 foi de 0,1%, marcando o quarto mês consecutivo de alta.
Esse resultado, embora modesto, é significativo diante das condições econômicas desafiadoras enfrentadas pelo setor.
No acumulado do primeiro quadrimestre, a produção industrial avançou 1,4%, demonstrando uma recuperação gradual e sustentada.
O índice acumulado em 12 meses, que se manteve positivo em 2,4%, sinaliza uma perda de ritmo em relação aos meses anteriores, quando os resultados foram mais expressivos.
Essa desaceleração pode ser atribuída a fatores como o efeito-calendário e a base de comparação elevada com o mesmo período do ano passado, quando o setor industrial apresentou um crescimento robusto.
Entre as categorias econômicas, os bens de capital, intermediários e de consumo duráveis apresentaram crescimento, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis registraram queda.
Esse comportamento reflete a dinâmica de recuperação desigual entre os diferentes segmentos da indústria, com algumas áreas ainda enfrentando desafios significativos.
Impactos positivos e negativos nas indústrias
Em abril de 2025, as indústrias extrativas e de bebidas foram os principais destaques positivos na produção industrial.
As indústrias extrativas cresceram 1,0%, impulsionadas pelo aumento na extração de petróleo e minério de ferro, acumulando uma expansão de 7,5% nos últimos três meses.
Já o setor de bebidas registrou um crescimento de 3,6%, com destaque para a maior produção de cerveja, chopp e refrigerante.
Por outro lado, algumas indústrias enfrentaram quedas significativas na produção. O setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 2,5%, influenciado pela redução na produção de álcool e derivados do petróleo.
A indústria farmacêutica também registrou uma queda de 8,5%, após um forte crescimento de 12,0% em março, impactada pela diminuição na fabricação de medicamentos.
Outros setores que contribuíram negativamente incluem celulose, papel e produtos de papel, máquinas e equipamentos, móveis, e produtos diversos.
Essas quedas refletem desafios específicos enfrentados por cada setor, como redução na demanda ou dificuldades logísticas, que continuam a impactar a recuperação total da indústria.
Comparação interanual e influências
A comparação interanual da produção industrial em abril de 2025 revelou uma variação negativa de 0,3%, interrompendo uma sequência de dez meses de crescimento.
Esse recuo foi influenciado por dois fatores principais: o efeito-calendário, já que abril de 2025 teve dois dias úteis a menos, e a alta base de comparação com abril de 2024, quando a produção industrial cresceu 8,4%.
Entre as grandes categorias econômicas, os bens de consumo semi e não duráveis e os bens de capital apresentaram variações negativas de 5,4% e 3,3%, respectivamente.
Em contraste, os setores de bens intermediários e de bens de consumo duráveis registraram aumentos de 1,9% e 2,0%. Isso indica uma recuperação desigual entre os diferentes segmentos da indústria.
As principais influências negativas vieram dos setores de produtos alimentícios, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, veículos automotores, e produtos farmoquímicos e farmacêuticos.
Entretanto, as indústrias extrativas, metalurgia, e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos mostraram desempenhos positivos, contribuindo para equilibrar parcialmente o cenário geral.
