A expansão da produção nacional em defesa pode gerar 226 mil empregos e arrecadar R$ 9,9 bilhões em tributos, fortalecendo a economia brasileira ao produzir 30% do que é importado e reduzindo a dependência externa.
A produção nacional no setor de defesa, se ampliada para 30% do que hoje é importado, pode gerar 200 mil empregos e arrecadar R$ 9 bilhões em tributos, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este levantamento destaca o potencial econômico e de inovação do setor de defesa, impulsionando a economia e fortalecendo a soberania nacional.
Impacto econômico da produção nacional
O impacto econômico da produção nacional no setor de defesa é significativo. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), se o Brasil produzisse 30% dos produtos de defesa que atualmente importa, o país poderia criar cerca de 226 mil empregos diretos e indiretos.
Além disso, essa iniciativa geraria um aumento de R$ 9,9 bilhões em tributos indiretos e contribuições sociais. O estudo revela que o valor total da produção poderia alcançar R$ 60,9 bilhões, destacando o potencial de crescimento econômico ao substituir importações por produção interna.
Atualmente, o Brasil gasta cerca de R$ 70,8 bilhões por ano em importações de produtos de defesa e segurança, incluindo itens como coletes balísticos, trajes antibombas, mísseis e componentes para aeronaves militares.
Investir na produção nacional não apenas reduz a dependência de importações, mas também fortalece a economia interna, promovendo inovação e desenvolvimento tecnológico.
Este movimento pode estimular a cadeia produtiva, criar novas oportunidades de negócios e aumentar a competitividade do Brasil no cenário internacional.
Oportunidades para mão de obra qualificada
A expansão da produção nacional no setor de defesa oferece uma excelente oportunidade para a criação de empregos de alta qualificação.
Caso o Brasil produzisse 30% dos produtos de defesa que hoje importa, estima-se que seriam geradas 123 mil vagas formais, com uma grande parte dessas vagas exigindo alta qualificação técnica.
O setor de defesa é intensivo em tecnologia, engenharia e inovação, o que significa que muitas das novas posições seriam em áreas técnico-científicas, pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de funções para técnicos, tecnólogos e engenheiros.
Por exemplo, a simulação do Observatório Nacional da Indústria projeta a criação de 6.900 ocupações inovativas e 2.426 em áreas técnico-científicas.
Além de gerar empregos, o fortalecimento da base industrial de defesa pode atrair e reter profissionais altamente qualificados, reduzindo a evasão de talentos para o exterior.
Isso tem um impacto positivo na formação de competências estratégicas e na disseminação de conhecimento técnico e científico, beneficiando toda a economia nacional.
