A produtividade da indústria de transformação caiu 0,8% em 2024, marcando o quinto ano consecutivo de declínio, com aumento nas horas trabalhadas superando o crescimento da produção. Apesar de investimentos em modernização, a expectativa para 2025 é de desaceleração devido aos juros altos, que impactam a demanda e a produtividade do setor.
A produtividade da indústria de transformação caiu 0,8% em 2024, marcando o quinto ano consecutivo de declínio. Este resultado reflete um aumento maior nas horas trabalhadas em comparação ao volume produzido. A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca que o setor perdeu eficiência.
Cenário de 2024 e estimativas para 2025
Em 2024, o descompasso entre horas trabalhadas e produção na indústria de transformação começou a se ajustar, especialmente nos últimos dois trimestres, onde o indicador de produtividade não apresentou queda.
O resultado positivo de 1,4% na produtividade por trabalhador, calculado pelo volume produzido dividido pelo número de trabalhadores, sugere uma leve recuperação.
Este cenário contrasta com os anos anteriores, 2022 e 2023, que registraram perdas significativas. Em 2022, a produção caiu 0,4%, enquanto as horas trabalhadas aumentaram 2,5%. Já em 2023, a queda na produção foi de 1,1%, superando a redução de 0,8% nas horas trabalhadas.
No entanto, para 2025, as expectativas são de desaceleração no crescimento da demanda por produtos manufaturados e investimentos, devido ao aumento dos juros que encarece o crédito.
Mesmo com os estímulos da Nova Indústria Brasil (NIB), a permanência dos juros altos deve impactar negativamente a produtividade, com previsões de crescimento mais lento tanto para a produção quanto para as horas trabalhadas.
Isso sugere que a indústria de transformação enfrentará desafios contínuos, exigindo estratégias adaptativas para manter a competitividade e eficiência.
