Produtos brasileiros avançam em mercados com perfis variados, com destaque para mercadorias de origem animal e insumos destinados a diferentes atividades agrícolas.
O Brasil passou a contar com novas autorizações de exportação para produtos do agronegócio e da indústria de alimentos em mercados da América, da Ásia e da África. As aberturas abrangem diferentes cadeias produtivas, com espaço para carnes e miúdos, extrato de carne, derivados do milho e fibra de coco, além de ampliarem a relação de produtos brasileiros habilitados em destinos com perfis comerciais distintos.
Novas autorizações alcançam cinco mercados
Na América, Antígua e Barbuda abriu seu mercado para um conjunto amplo de produtos brasileiros de origem animal, com autorização para carnes, produtos cárneos e miúdos provenientes de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos.
A variedade de espécies contempladas permite que diferentes segmentos da cadeia brasileira de proteína animal passem a ter acesso ao mercado do país caribenho, sem restringir a abertura a apenas um tipo de carne.
Também na região, o Chile autorizou a entrada de extrato de carne de ruminantes produzido no Brasil para consumo humano, o que adiciona um produto processado de origem animal à pauta comercial brasileira destinada ao país.
O Paraguai abriu espaço para outro segmento ao permitir a importação de fibra de coco brasileira utilizada como substrato, material empregado principalmente como base para cultivo e desenvolvimento de plantas.
Na Ásia, a China ampliou as possibilidades comerciais para a cadeia suína brasileira ao autorizar miúdos internos, pele e ossos produzidos no país.
A abertura chinesa alcança partes do animal diferentes dos cortes tradicionalmente destinados ao consumo direto, o que permite ampliar as possibilidades de aproveitamento comercial da produção suína brasileira.
Na África, a Argélia autorizou a entrada de grãos secos de destilaria de milho, conhecidos como DDG, produto obtido a partir do processamento do cereal e comercializado pelo Brasil no mercado internacional.
Com as novas habilitações, produtores e empresas brasileiras passam a dispor de canais adicionais para produtos bastante distintos, desde proteínas e derivados animais até insumos vinculados às cadeias do milho e da horticultura.
