BRE obtém avanço técnico em projeto de terras raras

O projeto de terras raras desenvolvido pela BRE na Bahia entrou em uma fase de maior detalhamento técnico, com novas frentes voltadas à separação e recuperação de elementos minerais.

A estratégia da Brazilian Rare Earths para desenvolver uma cadeia de processamento mineral na Bahia ganhou novo impulso com avanços registrados na planta-piloto de Camaçari. Os resultados obtidos até agora aumentam a capacidade da empresa de testar diferentes rotas tecnológicas antes de decisões relacionadas à escala, ao investimento e à configuração futura do empreendimento.

Planta de Camaçari alcança novo estágio técnico

A estrutura experimental da Brazilian Rare Earths em Camaçari atingiu um marco relevante após apresentar concentrado de terras raras produzido a partir do minério avaliado pela companhia na Bahia.

O resultado oferece uma referência prática sobre o comportamento do material em uma escala mais próxima das condições previstas para futuras decisões industriais.

Essa etapa permite ampliar a análise sobre eficiência de recuperação, qualidade do material obtido e resposta do minério aos diferentes processos previstos dentro da rota tecnológica estudada.

As informações reunidas nessa fase terão peso na definição de parâmetros técnicos que servirão de base para escolhas posteriores de engenharia e configuração operacional.

Os testes também alimentarão o estudo de pré-viabilidade do empreendimento, documento necessário para avaliar alternativas de processamento antes de uma eventual expansão industrial da operação.

A empresa pretende usar esse conjunto de dados para estabelecer critérios mais precisos sobre equipamentos, capacidade produtiva e exigências técnicas de uma futura instalação em Camaçari.

Nova etapa terá processamento hidrometalúrgico

A próxima fase do projeto recebeu R$ 6,4 milhões em cofinanciamento do SENAI CIMATEC e de instituições parceiras para ampliar a capacidade de pesquisa da planta-piloto.

O investimento dará suporte a uma estrutura dedicada a processos químicos voltados à recuperação e separação dos diferentes elementos presentes no material mineralizado.

Entre os produtos considerados nessa etapa está o óxido de neodímio-praseodímio, conhecido pela sigla NdPr e utilizado em aplicações associadas a tecnologias de alto desempenho.

O programa também prevê concentrado de terras raras pesadas e yellowcake de urânio, desde que os testes confirmem condições adequadas para obtenção desses materiais.

A adoção dessa rota permitirá avaliar com maior precisão quais componentes podem ser isolados com eficiência técnica dentro do conjunto mineral analisado pela companhia.

Esse diagnóstico deverá indicar quais produtos possuem potencial para integrar uma futura cadeia de processamento associada ao empreendimento baiano.

Minerais adicionais entram no escopo do projeto

A BRE também incluiu outros elementos na avaliação econômica e técnica, com o objetivo de verificar se parte deles pode ampliar o aproveitamento do minério processado.

Escândio, nióbio, titânio, tântalo e urânio aparecem entre os materiais que poderão receber atenção adicional conforme os resultados das próximas etapas.

A possibilidade de recuperar esses componentes pode alterar a configuração econômica do projeto caso os estudos confirmem volumes, qualidade e custos compatíveis com uma operação comercial.

Por esse motivo, a companhia pretende integrar as conclusões dessa análise ao planejamento mais amplo da cadeia produtiva prevista para Camaçari.

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