A tarifa adicional de 50% dos EUA sobre a carne bovina brasileira, que entrará em vigor em agosto de 2025, pode resultar em perdas de US$ 1,3 bilhão, conforme estimativas da Abrafrigo.
A partir de agosto, uma nova tarifa dos EUA pode impactar severamente as exportações de carne bovina brasileira. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) estima uma perda de US$ 1,3 bilhão em 2025, com a possibilidade de ultrapassar US$ 3 bilhões nos anos seguintes. A dependência do mercado estadunidense e a necessidade de diversificação são questões críticas.
Impacto da tarifa sobre exportações
A imposição de uma tarifa adicional de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros a partir de agosto de 2025 representa um desafio significativo para o setor de carne bovina.
Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), essa medida pode resultar em uma perda de US$ 1,3 bilhão para a indústria até o final do ano.
Os produtos mais afetados incluem carnes desossadas congeladas, sebo bovino e corned beef, que enfrentarão aumentos substanciais nas tarifas.
Essa mudança tarifária ameaça inviabilizar uma parte significativa do comércio com os EUA, que é o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne bovina.
A Abrafrigo destaca a elevada dependência do mercado estadunidense, especialmente para exportações de preparações alimentícias e conservas bovinas, que representam 65,1% do total, e de sebo bovino fundido, com 99,9%.
A diversificação de mercados surge como uma solução estratégica para a indústria de carne bovina brasileira. A Abrafrigo enfatiza a importância de acelerar a abertura de novos mercados para mitigar o impacto das barreiras tarifárias americanas.
