O resíduo de etanol de milho está sendo utilizado pela FS para cultivar fungos que servirão como ração animal, com um investimento de R$ 20 milhões. A operação em escala industrial do projeto está prevista para 2026, focando em ingredientes de alta qualidade.
O resíduo de etanol de milho está sendo utilizado para cultivar fungos destinados à ração animal. Este projeto da FS, com previsão de operação em 2026, visa explorar o potencial dos resíduos industriais para atender nichos de nutrição animal. A iniciativa, que conta com um investimento significativo, busca posicionar o produto no mercado competitivo.
Investimento e parcerias estratégicas
O projeto para utilizar o resíduo do etanol de milho na produção de ração animal envolve um investimento estimado em R$ 20 milhões.
Esse investimento será parcialmente subsidiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que contribuirá com R$ 9,8 milhões através do edital Mais Inovação Brasil.
A FS está à frente dessa iniciativa, que visa não apenas testar o cultivo de fungos em escala industrial, mas também definir as bases para uma parceria comercial sólida entre as duas empresas.
Desenvolvimento do produto
Com a especificação técnica do produto ainda em desenvolvimento, a empresa está focada em explorar as melhores condições para a produção e comercialização do pekilo, um composto proteico patenteado pela Enifer que pode competir com outras superproteínas no mercado de nutrição animal.
Essa colaboração estratégica é essencial para alavancar o potencial do projeto e garantir sua viabilidade comercial no futuro.
Competitividade no mercado de nutrição animal
O mercado de nutrição animal está em constante evolução, com uma crescente demanda por ingredientes sustentáveis e de alta qualidade.
O pekilo, resultado da fermentação do resíduo do etanol de milho, apresenta-se como uma alternativa promissora, com mais de 60% de concentração proteica.
Essa característica coloca o pekilo em posição de competir com produtos de alto valor nutricional, como a proteína de inseto e as proteínas bacterianas, que são populares em nichos preocupados com a sustentabilidade, como a aquacultura e a alimentação de pintinhos e pets.
A inovação e a sustentabilidade desse produto são fatores-chave que podem diferenciá-lo no competitivo mercado de nutrição animal, atraindo consumidores interessados em soluções mais ecológicas e eficientes.
Fonte: Globo Rural
