Sigma Lithium retoma operações em Minas Gerais após acordo

O plano da mineradora prevê duas novas plantas industriais e capacidade anual próxima de 830 mil toneladas, movimento que pode ampliar sua relevância no setor.

A Sigma Lithium retomou suas atividades em Minas Gerais após chegar a um acordo com autoridades ambientais do estado, etapa que reduz as incertezas sobre a continuidade de sua operação no Vale do Jequitinhonha. O entendimento estabelece novos compromissos ambientais e ocorre enquanto a companhia mantém projetos para ampliar significativamente sua capacidade de produção de concentrado de lítio.

Sigma Lithium retoma atividades após acordo ambiental

A Sigma Lithium retomou suas operações em Minas Gerais depois de firmar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com autoridades estaduais responsáveis pelo acompanhamento ambiental das atividades.

O entendimento encerra uma etapa de negociações técnicas e permite que a companhia volte a operar sob novas condições relacionadas a procedimentos, controles e obrigações regulatórias.

Como parte do acordo, a empresa deverá destinar cerca de US$ 1 milhão a ajustes ambientais e também assumir pagamentos vinculados a infrações identificadas anteriormente.

A definição do TAC ocorreu após análise de documentos técnicos e estabeleceu medidas que deverão orientar a continuidade das atividades industriais no Vale do Jequitinhonha.

Para a empresa, a retomada preserva uma operação considerada estratégica para a cadeia do lítio e reduz incertezas sobre empregos e investimentos associados à presença regional.

Empresa prepara expansão da capacidade produtiva

Depois da retomada, a Sigma Lithium mantém o plano de elevar a produção anual para aproximadamente 830 mil toneladas de concentrado de óxido de lítio.

A estratégia inclui duas novas plantas industriais, que deverão ampliar a capacidade instalada e reforçar a participação da companhia em um mercado impulsionado por baterias e armazenamento de energia.

A expansão será acompanhada por práticas ambientais já incorporadas à operação, entre elas empilhamento a seco, uso de eletricidade renovável e reaproveitamento integral da água empregada nos processos.

Outro eixo envolve o aproveitamento de materiais antes tratados como rejeitos, com foco na comercialização de finos de lítio de alta pureza obtidos após reprocessamento.

Esse modelo procura reduzir perdas de matéria-prima e aumentar a eficiência industrial, ao mesmo tempo que aproxima a operação de uma lógica mais circular.

O avanço dos projetos dependerá agora da execução dos compromissos ambientais, da expansão física planejada e da capacidade de sustentar crescimento sem ampliar de forma proporcional os impactos da atividade.

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