Brasil reativa sistema pré-listing para exportar carne de aves à UE

O retorno do sistema pré-listing para exportações de carne de aves brasileiras à União Europeia traz novo fôlego ao setor. A mudança promete agilidade nos processos e reforça a credibilidade do sistema de inspeção sanitária nacional.

Após sete anos de suspensão, o sistema de pré-listing para exportação de carne de aves à União Europeia foi reativado, marcando um avanço nas negociações sanitárias entre o Brasil e o bloco europeu. A decisão reforça a confiança no modelo de inspeção brasileiro e abre caminho para ampliar o número de frigoríficos autorizados a exportar.

Retomada do sistema pré-listing

A União Europeia voltou a reconhecer o sistema de pré-listing do Brasil para exportação de carnes de aves, encerrando um impasse que durava desde 2018.

A decisão permite que autoridades brasileiras voltem a indicar frigoríficos habilitados a exportar para o bloco europeu, sem a necessidade de inspeções individuais feitas pela UE.

A medida reduz a burocracia, dá mais previsibilidade ao setor e deve ampliar o número de plantas autorizadas, hoje em torno de 30.

A reativação do mecanismo é vista como um avanço para o comércio entre Brasil e União Europeia e reflete o fortalecimento da confiança no sistema de controle sanitário nacional.

O reconhecimento europeu é resultado de anos de trabalho técnico e de aprimoramento dos processos de fiscalização e rastreabilidade nas plantas avícolas brasileiras.

Além de reforçar a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos, o retorno do pré-listing deve ter efeitos diretos sobre a economia.

O bloco europeu é um dos principais destinos da carne de frango brasileira e, antes da suspensão do sistema, o Brasil exportava mais de 500 mil toneladas anuais de carne para a região.

A expectativa do setor é que o volume cresça novamente, impulsionando a geração de empregos, investimentos e o saldo da balança comercial.

A retomada do pré-listing também tende a estimular melhorias na infraestrutura e em tecnologias voltadas à segurança sanitária, consolidando o Brasil como um dos líderes globais na produção e exportação de proteína animal.

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